O homônimo (sexto) álbum da banda The Helio Sequence é um dos favoritos do Rreverb neste primeiro semestre de 2015.

Sua mistura perfeita de vocais sonhadores e guitarras otimistas me fazem relaxar, sem ficar sonolento. Eles têm as mesmas qualidades musicais de bandas como Grizzly Bear ou Travis, com fortes composições melódicas. Difícil não se deixar transportar para os anos 80 em uma música como “Red Shifting”, aquela que certamente vai ficar no top Rreverb de músicas do ano.

O principal cantor, Brandon Summers, tem a mesma melancolia e beleza que Fran Healy (Travis) costumava ter no final dos anos 90 (especialmente na bela “Seven Hours”).

Há também o efeito reverb assustador nas muitas camadas de vozes, que trazem interessantes twists. Em “Upward Mobility”, evoca uma sensação única que, de alguma forma, me faz lembrar a era “Pop Music” do U2, enquanto há uma reminiscência geral dos anos 80 de bandas como The Smiths (“Leave Or Be Yours”) sem esquecer, é claro, da ilustre presença de Morrissey. “Stoic Resemblance” é uma canção muito legal, que você vai acabar ouvindo de novo e de novo.

Os vocais de The Helio Sequence são quase todo o tempo entregue a coros. Como cantor principal, Brandon Summers compartilha pensamentos e expressões em seu belo, mas nunca pretensioso, canto. Seu colega, Benjamin Weikel, oferece harmonias que se misturam com camadas de guitarras cheias de efeitos (“Deuces”).

Essas músicas parecem seguir adiante para sempre, mas, como muitas, desaparecem gradualmente – o que é algo raro nos dias de hoje.

E quando você acha que o The Helio Sequence está prestes a perder a envergadura, eles voltam com outra canção cativante, “Unconsequential Ties”.

Um álbum muito forte, que deve ser recomendado por muitos entusiastas da música.

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