Pendulum – Immersion

Os fãs de drum’n bass podem comemorar: acaba de ser lançado o segundo álbum do grupo australiano Pendulum: Immersion.

Após a ótima estreia fonográfica com Hold Your Colour (2005), o badalado grupo eletrônico denota mais maturidade em suas parcerias, contando com a participação de malucos como Liam Howlett, tecladista do Prodigy, e até mesmo do grupo de rock pesadíssimo In Flames.

O álbum já promete com a abertura “Genesis” e a porrada seguinte de “Salt In The Wounds”, que trabalha o estilo usual do grupo que costuma quebrar tudo com elementos eletrônicos flutuantes e astronômicos – pra não cair no clichê de dizer viajantes.

Entretanto, para os apreciadores que curtem escutar um álbum do início ao fim, Immersion comete um deslize comprometedor. Depois da abertura triunfal, seguem canções mais leves, suavizadas, totalmente fora do estilo Pendulum de agitar as pistas.

Após a terceira faixa, “Watercolour”, que por sinal é bem vigorante, “Set Me On Fire”, “Crush” e “Under Waves” buscam se integrar à sonoridade moderna em trabalhar um eletrônico mais cantado com o fundo baixo/bateria acelerado, mas acaba caindo pro techno-pop-comercial que não convém ao grupo.

Dentre as 15 faixas de Immersion, pode-se destacar.

• “Immunize”: em parceria com Howlett, a canção trabalha as referências lunáticas do Prodigy, resultando em sucessivas pancadas intercaladas com o estilo ‘noisy’ de ser de Rob Swire, um dos integrantes do Pendulum. É uma química que realmente deu certo.

• “The Vultures”: trabalha uma linha meio hard core, meio dancehall, com vocais meio hip hop. Mas a batida intensa do drum’n bass prevalece em uma das faixas mais bacanas do álbum.

• “Self vs. Self”: em sincronia com o heavy metal pesado do In Flames, é a melhor canção de Immersion. O riff bem trabalhado no início dá  introdução às guitarras sujas de Jesper Strömblad e Björn Gelotte, junto ao vocal estridente de Anders Fridén. É legal observar o paralelismo do drum’n bass com o metal: nada mais própício para uma sonoridade pesada, intensa e alucinada como o Pendulum.

Vale muito a pena escutar Immersion. Da cena drum’n bass, pode-se dizer que é um álbum que pode ganhar bastante destaque no hype, algo que no Brasil não tem acontecido muito.

Pendulum ft. In Flames: “Self vs. self”

Pendulum ft. Liam Howlett: “Immunize”

Pendulum: “The Vulture”