Quando se fala em guitarrada, Pio Lobato é um de seus maiores mestres. Ativo na cena paraense desde o início dos anos 1990, com a banda Cravo Carbono, o guitarrista passou a consolidar carreira solo em 2001, com Café.
Dois anos depois, ele criou o grupo ‘Mestres da Guitarrada’, reunindo os experientes e pioneiros do gênero, como Mestre Vieira (o criador do ritmo), Mestre Curica e Mestre Aldo Sena. Desde então, tem contribuído tanto nos estudos acadêmicos, como no desenvolvimento melódico das guitarradas, que cada vez mais despertam interesse do grande público.
Neste ano, Pio Lobato, que também toca com Dona Onete, lança seu 5º álbum solo, homônimo. Suas 15 faixas exploram uma versatilidade e trânsito de gêneros que complexificam o panorama contextual das guitarradas.
Para Pio Lobato, as influências podem vir tanto da tradição da música brasileira, como do progressivo e da eletrônica. “Entre as inspirações, há atmosferas que vão de Led Zeppelin ao escritor amazônida Dalcídio Jurandir”, revela.
Eis o que diz o texto de divulgação sobre Pio Lobato:
Apesar de ser um disco plural, “Pio Lobato” não cai em dispersão em nenhum momento. Construído não só sob a personalidade como pela própria história de seu autor, ele passa a ser um álbum de retratos – a materialização da produção de mais de duas décadas. (…) O desenvolvimento personalista do álbum permitiu que encontrasse caminhos que abusam da experimentalidade – desde a constante investigação de novos timbres e elementos percussivos até técnicas inusitadas de pós-produção.
Ouça o álbum na íntegra:
