O nome pode ser estranho, mas Hyrrokkin tem distintos significados.
De acordo com a Mitologia Nórdica, Hyrrokkin era uma gigante que cavalgava sob um animal formado por víboras. Sua força era tão extrema, que quando ela arremessou o corpo de Baldr no maior navio possível, causou terremoto na Terra e enfureceu o deus Thor.
Hyrrokkin também é o nome de uma das estrelas de Saturno, com cerca de 8 km de diâmetro.
E Hyrrokkin também é o nome de uma banda de Yellow Springs, Ohio (EUA), que se diz influenciada “pelos métodos e o espírito do jazz, os tons e as texturas da nova música e a espinha dorsal elétrica do rock”.
Dois anos após o debut Astrionics, a banda formada por Edward Ricart (guitarra), Paul Larkowski (baixo) e Brett Nagafuchi (bateria) retorna com a potência carregada em seu segundo disco: Pristine Origin.
O disco foi gravado no Seizures Palace por Jason LaFarge e masterizado por Bob Weston, em Chicago (EUA).
As faixas são instrumentais e sugerem um cruzamento entre o estilo Marc Ribot de tocar guitarras e uma bateria ácida que vai pela escola de Ginger Baker. Faixas como “Hydronyms” e “Astrionics” são flamejantes como nunca. Quem gosta de Traffic e Mahavishnu Orchestra vai pirar na hora.
O rock é de fácil identificação nas sete faixas do álbum, mas um tema como “Cosmic Influencer” revela que o progressivo pode bater defronte com o modal jazz. Não tem o gás de uma “Eightfold Way”, mas exemplifica a capacidade da banda em ser habilidosa tanto na velocidade máxima como em marchas mais lentas.
A seguir ouça Pristine Origin, do Hyrrokkin, na íntegra:
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No mesmo dia em que lançou o disco, a banda já revelou um disco de remixes. Nomes como James Plotkin (Khanate), Jerry Busher (Elevator), Chester Hawkins, entre outros, refizeram de modo diferente as faixas de Pristine Origin.
O álbum se chama Inspire Rioting (Pristine Origin remix) e também pode ser ouvido na íntegra:
