Junho de 2013 já está com os dias contados, mas ainda é tempo de comemorar aquelas festinhas agradáveis com muito quentão, vinho quente, hot-dogs, milho cozido e outros acepipes.
Ainda temos as quermesses, as festinhas de escola pra tirar do guarda-roupa aquela fantasia caipira e mais uma opção que soa bastante agradável: a 5ª edição do All Folks Festival, que será realizado no dia 29 de junho (próximo sábado) no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo.
Três bandas de diferentes cidades tocam no festival: Benjamin, de Vitória da Conquista (Bahia); o quarteto O Berço, de Patos de Minas (Minas Gerais); e os paulistanos do The Outside Dog.
A realização do festival no mês de junho tem um viés mais estratégico do que possamos imaginar. De acordo com Amanda Mont’alvão, uma das organizadoras do evento, essa é a “época mais emblemática para o folk em termos de visibilidade, pois já temos essa mistura de campo e cidade e as tradições caipiras sendo bastante disseminadas”.
Com o crescimento do folk em quase todas as regiões brasileiras, o festival se sustenta desde 2011 apostando na qualidade das novas bandas que surgem.
Apesar do gênero não ter tantos fãs, uma das premissas do evento é “reunir pessoas que já são afeiçoadas ao folk e agregar aquelas que têm curiosidade ou mesmo desconhecimento”, de acordo com a organizadora.
Em entrevista realizada por e-mail ao Na Mira, a curadora Amanda Mont’alvão explicou com mais detalhes a cena folk, os desafios do festival e os motivos que levaram para a escolha das bandas. Confira:
Qual a principal diferença desta quinta edição do festival em relação às demais?
Esta quinta edição do All Folks Fest chega com um gosto especial porque é a primeira do ano, e será realizada em junho, na temporada das festas juninas. Acredito que essa seja a época mais emblemática para o folk em termos de visibilidade, pois já temos essa mistura de campo e cidade, e as tradições caipiras sendo bastante disseminadas pela cidade.
Outra diferença é que, ao contrário das edições anteriores, quando tínhamos de quatro a seis bandas, teremos apenas três nessa edição. Optamos por “enxugar” o número de atrações para que a última banda não toque em um horário muito tarde.
Durante esses mais de dois anos a frente do festival, você tem percebido uma ‘adesão’ maior do público à música folk? Como esse cenário amadureceu?
Acho que ainda é cedo pra afirmar, com veemência, que esteja havendo uma adesão crescente ao folk, pois digamos que, na pauta de festivais, festas e shows realizados em São Paulo, o folk seja talvez um dos estilos menos privilegiados. O que reparo é que temos conseguido nos comunicar mais, entrar em contato e conhecer pessoas já simpáticas à sonoridade. Acredito que o grande papel do festival é esse: reunir pessoas que já são afeiçoadas ao folk e agregar aquelas que têm curiosidade ou mesmo desconhecimento sobre o gênero.
Quanto ao amadurecimento, sou da opinião de que a visibilidade é o grande fator de estímulo ao aperfeiçoamento de qualquer gênero musical, pois ela implica que a música dessas pessoas poderá ser avaliada (apreciada ou criticada), e sujeita a interferências típicas de quando você começa a fazer shows, que é o contato com o público. Esse diálogo é importantíssimo para o amadurecimento, sem contar o contato com outras bandas e com a estrada, o que traz mais trocas de experiências e, por consequência, uma bagagem cultural mais ampla para as composições.
Acredito que a visibilidade de quem se dedica a essa sonoridade tem se ampliado, e essa exposição ajuda não só a disseminar o folk como a estabelecer padrões de qualidade que podem ser sempre reforçados/incentivados/contestados com a experiência.
Além de você, quem está por trás do All Folks Fest?
O All Folks Fest somos eu, o Pedro Gama e, agora, o Rafael Elfe, que também toca na The Outside Dog. Basicamente, três pessoas que respiram música o dia inteiro e que se dão muito bem na hora de arregaçar as mangas e trabalhar pra fazer um sonho virar realidade. Tenho plena noção de que isso soa clichê, mas é bem isso que sinto: é um privilégio contar com pessoas que se dispõem a se dedicar incansavelmente para fazer uma ideia dar certo.
O que levou você e a produção para a escolha das bandas O Berço, The Outside Dog e Benjamin?
A escolha das bandas do All Folks Fest segue um critério mais simples do que se imagina: sabe aquele CD que te empolga e que você quer gravar para os seus amigos mais queridos, para que cantem junto e sintam a mesma satisfação que você? Então, é isso.
Esta edição terá a presença de músicos ‘importados’ de outros estados, o que nos alegra muito e reforça nosso pensamento de que o folk tem excelentes representantes no Brasil, inclusive fora de São Paulo.
No caso do Benjamin, que é de Vitória da Conquista (BA), ficamos encantados com o tom intimista que ele aplica às músicas, sempre partindo de composições e gravações bem espontâneas. Além disso, a voz dele é poderosa. E os mineiros d´O Berço estão vindo de Patos de Minas com uma bagagem tipicamente interiorana que é completamente identificada nas músicas deles. Eles mesclam muito bem o rústico e o suave, e tenho certeza de que farão uma apresentação muito empolgante. Por fim, a The Outside Dog, que é a banda anfitriã, fará um show com repertório completamente diferente das edições anteriores, pois eles estão em uma nova fase, cantando em português e com duplos vocais e composições trazidos com a entrada do Rafael Elfe. Além disso, eles prometem emocionar com covers especialmente preparados para essa edição junina.
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Promoção
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Atualização: o perfil vencedor da promoção foi @nataliamaximo. Já entramos em contato via e-mail. Obrigado pela participação de todos!
SERVIÇO All Folks Fest – 5ª Edição (Arraiá!) 29 de junho (sábado)
Horário: a partir das 22h
Preço dos ingressos: R$ 20 até meia-noite (as entradas só serão vendidas na hora); R$ 25 após a 0h Centro Cultural Rio Verde
Endereço: Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena
São Paulo (SP)
Censura: 18 anos
O estabelecimento aceita todos os cartões e possui acessibilidade para deficientes físicos
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