Quem foi que disse que em Portugal não tem hip hop? Apesar da cena não ser tão prolífica quanto a brasileira – pelo menos, pouco do que vem de lá é de nosso conhecimento – há bons nomes por aqueles lados.
Um dos grandes nomes a se destacar por lá é Sacik Brow. Ele é recente; surgiu na cena em 2012 com a mixtape Made in Ghetto. Depois de espalhar bastante sua “escrita irreverente”, chegou no primeiro semestre de 2014 com trabalho que reúne um time de peso.
As 6 faixas de Street-Hop são apoiadas por produtores conceituados, entre eles: LG Experience (por trás de clássicos de NTM e GZA, do Wu-Tang Clan), Confidence, Blastah Beatz (produtor de Kool G Rap e U-God), entre outros.
O aspecto fortemente cronista é sentido em “Histórias que Marcam”, com produção de Stone, que acerta ao colocar base de piano, órgãos e batidas que parecem extraídas de um drum’n bass desacelerado.
“Eu Sou” pode ser uma boa vitrine ao trabalho de Sacik: batidas em relativa velocidade avançam, enquanto as rimas atropelantes do compositor denotam um tanto de sua característica: ‘sou a sorte, sou o azar, sou o pai‘.
Também vale conferir “O Assalto”, que soa como um rap nacional anos 1990 com produção moderna (assinada por Madkutz).
“Caracterizado essencialmente como um repórter de rua, Sacik descreve com autenticidade ímpar muitas de suas vivências pessoais e o cotidiano dos subúrbios”, diz o release. Corresponde à obra de Sacik Brow, sem dúvidas.
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