Atualmente, o jazz vibra com jovens expoentes. O ‘cara’ da vez é o trompetista Christian Scott, com apenas 26 anos, que toca hard bop com extremo virtuosismo em uma banda consistente com os músicos Matt Stevens (guitarra), Jamire Williams (bateria), Milton Flecther (piano) e Kristopher Funn (contrabaixo).

Scott cedeu uma entrevista ao Estadão e revelou que, por mais que tenha influências dos mestres do ritmo no passado, “a tradição pode ser importante, mas também irrelevante”. Com esta declaração, ele dá sinal de que a história é agora e se prender aos clássicos pode se tornar tão perigoso a ponto de deixá-lo perdido no presente.

Sua sonoridade é pesada, com baterias absurdamente pulsantes, contrabaixo viajante e trompete que, por vezes, soa estridente. Algumas de suas canções lembram bastante o álbum ao vivo Agartha, de Miles Davis, quando o trompetista decidiu flertar com o rock e eletrizou seu instrumento, criando o fusion jazz com ajuda do guitarrista John McLaughlin.

Mesmo assim, Agartha é uma referência distante. O próprio Scott diz que é “bem diferente desses músicos”, o que não deixa de ser verdade. Vez em quando ele busca referências pop para o jazz: já tocou com Prince, Mos Def e gravou a canção “The Eraser”, de Thom Yorke, o cabeça do Radiohead.

Christian Scott vem ao Brasil para tocar no Bridgestone Music Festival, no Citibank Hall, em Moema, São Paulo. Os preços variam de R$50 a R$120.