Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, outubro 5, 2011 1 Comentário





Interessantes linhas melódicas enganam os ouvintes: quando achamos que é algo meio Arctic Monkeys, o Girls nos surpreende como se fosse um Beach Boys moderno. Traz solos em meio a riffs com boas pegadas melódicas (“Saying I Love You”), ainda que falte um pouco de maturidade nas composições. Nada mais natural, afinal, a banda começou em 2007.





Country blues e música texana se entrelaçam em composições sarcásticas e muito bem estruturadas que soam como crônicas da América no século XXI. Pull Up Some Dust and Sit Down pode não ter um apelo jovem, mas só ficará no limbo se você quiser ignorar a solidez de uma obra inteligente, muito bem solidificada e musicalmente interessante. E você, provavelmente, fará uma nova avaliação sobre a atualidade do folk e do blues. Acha que vale a tentativa?
Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, setembro 1, 2011 6 Comentários





Álbum muito bem produzido evoca algumas das influências que permeiam o reggae de hoje, como jungle, dancehall, afro-beat e dub. Revelation Part 1: The Roots of Life é o primeiro capítulo de um encontro de Stephen com a pureza do ritmo universalizado por seu pai. Essas raízes, talvez, estejam um pouco mais distantes, já que se vão mais de 40 anos que o reggae saiu da Jamaica para o mundo.
Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, setembro 1, 2011 2 Comentários






Les Claypool provou que ainda há muito a mostrar nos vocais freaks concisos e – é claro – nos excelentes slaps de seu baixo. Esse resgate vívido da essência Primus já estava bem evidente quando a banda soltou, em 18 de agosto, a faixa “Tragedy’s A-Coming”, um funk eletrônico que dá espaço aos slaps criativos de Claypool com uma instrumentalidade bem amarrada.
Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, agosto 30, 2011 7 Comentários





Trabalho despretensioso evidencia o experimentalismo constante que recheia de beleza nossa música brasileira. É um projeto de CéU, Gui e Rica Amabis (Instituto), Dengue e Pupillo (ambos do Nação Zumbi) bem despretensioso, que tinha como objetivo inicial fazer música de amigos mesmo, para ver no que daria. Só que, o que ninguém poderia fazer ideia, é como iria sair algo tão bom.





Ritmo contido e dançante ao mesmo tempo evoca a preguiça – daquela que todos gostamos (ou gostaríamos) de ter.Mas é daí que brotam composições e arranjos eficazes, como se vê na dançante “The Look”. Há um ar de seriedade que indicaria caretice ou monotonia, mas o que finca mesmo é a perfeita simbiose entre loops de sintetizadores e guitarrinhas indie.
Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, agosto 17, 2011 2 Comentários






A cidade de São Paulo em 19 capítulos (ou faixas) que narram a trajetória de personagens que vivem no imaginário de cada morador desta megalópole. A primeira coisa que deve ser notada no trabalho solo de Ogi é a sua aproximação com a embolada. O verso ‘eu conto histórias das quebradas do mundaréu’, de “Cidade com Nome do Santo”, carrega o sotaque de um descendente nordestino que não nega suas raízes.
