“O Deus Que Devasta Mas Também Cura” não é só o nome de uma das melhores faixas de Memórias Luso-Africanas, de Gui Amabis. A música dá nome ao título do aguardado novo disco de Lucas Santtana, que compôs e fez os vocais dela no registro de Amabis (um dos melhores discos nacionais de 2011 pelo Na Mira do Groove).

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Lucas afirmou que a inspiração da música veio quando ele estava saindo da casa de sua ex-esposa no Rio de Janeiro, em maio de 2010, e se deparou com uma tempestade caótica que varreu a cidade.

Na canção com Amabis, ele tenta puxar um tom otimista ao dizer: “há de florescer o jardim de plantas e papéis/Essa luz sobre o jardim/Vem de uma estrela”. Isso depois de descrever todo o cenário de destroços: “Carro sobre o alambrado, pista coberta de barro, todas escolas fechadas por causa da fúria de um deus que fez ainda pior”.

O último disco de estúdio de Lucas Santtana, Sem Nostalgia, foi lançado no Brasil em 2009, mas está colhendo recentemente os bons frutos pela Europa. Na França, o jornal Liberátion nomeou o disco o melhor registro estrangeiro de 2011.

Participações não irão faltar em O Deus Que Devasta Mas Também Cura, que deve ser lançado ainda em março. Ainda segundo a reportagem da Folha, devem tocar no disco Céu, os irmãos Gui e Rica Amabis, Dengue, Kassin, Curumin, Do Amor e Letieres Leite.

Ouça a seguir uma faixa inédita de Lucas Santtana, que se chama “Músico” e traz participação de Céu num swing encorpado por uma trilha cinematográfica. Mais ou menos como se colocasse a ciranda num take alternativo de um filme western spaghetti.

“Músico” ficou popularizada numa versão do Paralamas do Sucesso com Tom Zé. Confira como ficou na voz de Lucas Santtana: