Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, julho 18, 2012 1 Comentário






Dos vinte anos pra cá, Nas gravou diversos discos, casou, teve filha e se separou – tanto que o vestido que ele segura na capa de Life is Good era do casamento que teve com sua ex-esposa Kelis. O rapper poderia estar em frangalhos e entregar um disco furioso, mas ele prova como fazer rap aos 40 anos requer mais cuidado – e vem com muito mais maturidade – do que fazer com 21. “Não me aplauda/Estou cansado”, diz em “No Introduction”.





Foram nove anos enxugando gelo. Nove anos de espera para que BNegão voltasse com o segundo disco com a banda Seletores de Frequência. ‘Vamo que vamo’: essa é a ideia contínua de Sintoniza Lá. O groove é carregadíssimo e BNegão canta com suingue canções que falam desde a turbulência do mundo (“O Mundo (Panela de Pressão)”) ao balanço das pistas (“Essa é Pra Tocar no Baile”).





Aqui, Patti Smith deixa de lado a acessibilidade de sua música e se entrega à poesia, ao campo aberto da abstração. E aí você percebe seu poder de composição. Ela está em um terreno só dela, onde é a única rainha suportada por velhos súditos: os músicos Lenny Kaye (guitarra), Jay Dee Daugherty (bateria, percussão) e Tony Shanahan (baixo, teclados), que fornecem um pano de fundo que só reforça o hibridismo de suas canções.





Damon Albarn, do Gorillaz, merece o crédito por insistir para que Bobby Womack voltasse à ativa 18 anos depois do lançamento do último de inéditas. Mas não pense que Albarn doma a fera vocal do soulman. Cantando ‘bem melhor do que já fez antes’ (como disse ao Guardian), as batidas eletrônicas que complementam sua voz neste registro não são novidade para o cantor que já está próximo de completar 70 anos.






Se um certo Dr. John nunca te despertou interesse, agora não tem desculpa: quem produz o novo disco desse barítono doidão que mostrou toda a psicodelia e inventividade da música de New Orleans desde a década de 70 é ninguém menos que Dan Auerbach, a outra metade do The Black Keys. Agora, se você já conhece Dr. John de outros carnavais, ficará feliz em saber que a habilidade do músico foi muito bem catalisada em seu vigésimo nono disco.





Jack White – o cara que trouxe o blues sujo ao hype com o White Stripes, além de experimentar outras habilidades como instrumentista nas bandas The Racounteurs e Dead Weather – se aprofunda nas raízes do rock, como folk (“Love Interruption”), country (“Blunderbuss”), rockabilly (“I’m Shaking”, cover de Rudy Toombs) e até mesmo buscando requintes mais orquestrais, como na sequência “Hypocritical Kiss” e “Weep Themselves to Sleep”.
Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, abril 24, 2012 1 Comentário





Plug 1 & Plug 2 é a denominação que ficou para os rappers Posdnuos e Dave, que retornam sem o Maseo com o De La Soul. Não muda muita coisa – na realidade, quase nada. O que os rappers fizeram foi criar uma pequena anedota, que mostra as aventuras amalucadas de dois quarentões do hip hop que mostram que a diversão que o ritmo pode trazer está longe de acabar.
