01 Missing Pieces 02 Sixteen Saltines 03 Freedom At 21 04 Love Interruption 05 Blunderbuss 06 Hypocritical Kiss 07 Weep Themselves To Sleep 08 I’m Shakin’ 09 Trash Tongue Talker 10 Hip (Eponymous) Poor Boy 11 I Guess I Should Go To Sleep 12 On And On And On

13 Take Me With You When You Go

Gravadora: Third Man/Columbia

O rock não encontrou seu salvador, mas talvez o seu expoente mais habilidoso atualmente. Blunderbuss confirma essa famigerada subtese.

Leia também: Faixa a faixa do disco Blunderbuss, de Jack White

Jack White – o cara que trouxe o blues sujo ao hype com o White Stripes, além de experimentar outras habilidades como instrumentista nas bandas The Racounteurs e Dead Weather – se aprofunda nas raízes do rock, como folk (“Love Interruption”), country (“Blunderbuss”), rockabilly (“I’m Shaking”, cover de Rudy Toombs) e até mesmo buscando requintes mais orquestrais, como na sequência “Hypocritical Kiss” e “Weep Themselves to Sleep”.

A extrema habilidade musical de White impressiona até mesmo quem já é iniciado em seu som há um bom tempo. Nas guitarras, ele dá pintas de mestre na segunda metade de “Freedom At 21″, que fala de uma mulher que, em pleno século XXI, pode ser tão libertina quanto qualquer incauto que se acha valente com uma arma na mão. Esta canção é apenas uma pequena comprovação de que White tem o dom de trabalhar melhor quando se inspira em mulheres (foi ele mesmo quem disse neste gigantesco perfil do New York Times).

White também não é só rock’n roll. Quando assume o piano, busca um quê de classicismo – mas com pequenas pitadas rebeldes, para cair no gosto dos fãs e apreciadores de sua música. Em “Trash Tongue Talker”, ele dá uma espécie de quarta marcha em “Loving Cup”, canção que teve a honra de tocar junto nos palcos com os Rolling Stones.

O disco é meticulosamente sequencial. White tomou o cuidado para que o ouvinte se lambuze sem enjoos de cada um dos ritmos que explora: nas três primeiras faixas, busca o rock’n roll; nas duas seguintes, folk e contry; as duas próximas, baladas ao piano; as quatro seguintes, o rock dos anos 50-60.

“On and On and On”, que é a penúltima, é uma balada setentista, daquelas que agradaria Lionel Ritchie.

A última faixa, “Take Me With You”, é uma fuzarca que incorpora quase todos os elementos musicais explorados em Blunderbuss. Como a própria letra diz, essa poligamia de ritmos incrustou-se, definitivamente, na arte musical de Jack White.

Melhores Faixas: “Sixteen Saltines”, “Freedom At 21″, “Weep Themselves to Sleep”, “Take Me With You When You Go”.