
Crédito da imagem: Maisie Cousins
Em pouco tempo a cantora londrina com um pé na Itália, Anna Calvi, conquistou os holofotes. Tudo graças a uma lista da BBC, que a incluiu no cobiçado “Top 15 Sound of 2011”. E ela faz por onde.
Misturando flamenco, referências que vão de PJ Harvey a Edith Piaf e uma guitarra crua que dá ainda mais vazão à sua habilidade vocal, Anna lança em 17 de janeiro seu álbum homônimo, que já foi elogiado pela mesma BBC. “O melhor do álbum é quando Calvi abandona as estruturas convencionais e se concentra em entregar-se à crueza, a uma emoção primitiva”, afirmou o crítico Chris White.
Até mesmo o renomado músico e produtor Brian Eno teceu elogios à cantora, alegando que ela é a melhor coisa no vocal feminino desde Patti Smith. E semelhanças não faltam. Os minutos iniciais de “Moulinnete”, por exemplo, buscam inspiração no ritmo espanhol, mas passa a adquirir um aspecto poético que lembra bastante a rainha do punk rock.
Outro destaque das demos da cantora é “Jezebel”, um cover de Edith Piaf que explora diversas tonalidades vocais, da forma mais cru possível. Anna consegue trabalhar emoções díspares unindo rockabilly, flamenco e música clássica, sem deixar de ser experimental.
Três canções que fazem parte do álbum homônimo estão disponíveis para streaming no MySpace da cantora: “No More Words”, “First We Kiss” e “Blackout”.
Um som fino, requintado, que certamente pode passar batido pelo cenário pop. Mas que merece ser apreciado por qualquer ouvido que preze a sutileza.
Em breve, o Na Mira do Groove irá trazer a crítica do álbum Anna Calvi. Aguardem!
