Já se vão quase quatro anos desde o lançamento do primeiro disco do Warpaint, The Fool, que trafegou pelo dreampop “carregado de uma sobriedade sentimental que acaba servindo de contraponto à sonoridade sombria”.
Os acordes iniciais do disco homônimo não fogem do que a banda liderada por Emily Kokal já propôs. Em pouco tempo, as quatro garotas conquistaram prestígio por unirem letras de serenidade emocional em bonitos acordes. (As más línguas dizem que parte desse prestígio nasceu por conta do namoro de Kokal com John Frusciante, do Red Hot Chili Peppers…)
Usando termos como ‘ousadia’ e ‘sexualidade’, de acordo com Kokal Warpaint é mais despido que o trabalho anterior. “Você pode ver guitarras tocando de um jeito como se estivesse em um momento de êxtase”, disse, em entrevista ao Guardian. “Então se eu atualmente colocasse tudo em um pote e pensasse nisso, tocar música pode te deixar próximo do mesmo tipo de um êxtase ou orgasmo”.
Ainda que seja mais ‘sexual’, a vulgaridade passa longe desse disco. Pelo menos é a primeira impressão ao se deparar com o formato de “Keep It Healthy” ou “Biggy”. Mas há muito o que se escutar para se chegar a um veredito.
Ouça Warpaint no player a seguir ou visite o site NPR:
