Quando a já clássica gravadora neozelandesa Flying Nun surgiu nos anos 1980, soube captar o appeal punk de bandas como The Clean e The Verlaines destinado a um público alternativo. E assim deu início a um catálogo que resume muito bem a evolução do rock neozelandês a partir de então.

Esse contexto muito provavelmente vai permear o trabalho do Popstrangers, que traz um pouco da tradição do rock de seu país numa verve, digamos, bem mais pesada. Mais ou menos como se o Shihad permitisse riffs tão ligeiros quanto os dos primeiros anos do Sonic Youth. Ou, se você preferir, provavelmente vai achar alguma coisa de Pixies na já divulgada “Heaven” ou clara influência do som da gravadora Sub Pop em faixas como “404” e “Witches Hand”.

De forma contemporânea, o que o Popstrangers faz é uma rápida ligação entre os extremos sonoros de Beach House e METZ.

Tendo isso em mente, fique à vontade para ouvir na íntegra o debut dos neozelandeses: Antipodes, que será lançado oficialmente dia 26 de fevereiro pela Carpark.

A banda é formada por Joel Flyger (vocais e guitarra), Adam Page (baixo) e David Larson (bateria) e, de acordo com a gravadora, faz uma música com “influências do punk sonicamente inimitáveis”.

Pop sujo e rígido até o osso, Antipodes é feito para quem gosta de rock em alto volume. Já comece por agora: