
Grupo já tocou ao vivo com Eugene Hutz (Gogol Bordello) e gravou EP com produção de Jimmy London
Pragmatismo seria o termo certo para definir o De La Roque. Apesar do nome sugerir referências latinas, os integrantes Kito Vilela (guitarra e voz), Alexandre Barbosa (guitarra), Marx Braga, (baixista) e Jonas Cáffaro (bateria) estão mais interessados em abalar as estruturas com muito rock’n roll.
De La Roque já gravou um EP com três faixas, com produção de Jimmy London, do Matanza. Debut terá participação de Eugene Hutz, do Gogol Bordello
Fácil seria dizer que o grupo busca aquela energia descompromissada dos Raimundos no começo de carreira, com claras influências de AC/DC e Guns’N Roses (como o próprio grupo gosta de enfatizar). Difícil é não ficar parado enquanto os riffs distorcidos de Barbosa introduzem o bate-cabeça inevitável de “Ela Quer Rock and Roll”, single de destaque da banda.
Formado no início de 2009 no Rio de Janeiro, o grupo conta com um arsenal, digamos, adequado para estourar na cena. Já dividiram palco com Eugene Hutz (Gogol Bordello) em um show importante para o grupo, em que homenagearam o antológico Fun House, dos Stooges, tocando-o do começo ao fim.
No momento, o De La Roque prepara seu debut, Qual é o Seu Preço?, que também contará com a colaboração do punk cigano Hutz e provavelmente alguma parceria com Jimmy London, do Matanza – banda em que Cáffaro também toca.
Jimmy, inclusive, foi quem ajudou a produzir o primeiro EP do grupo, Dinamite. Além de “Ela Quer Rock and Roll”, o trabalho traz a faixa “Meu Mundo”, que mostra uma dinâmica intensa entre os riffs de guitarra e uma letra que sugere o isolamento natural de um roqueiro que tem os mesmos desejos de qualquer outra pessoa. Só que, ao invés de abordar a temática de forma indie (que não tem nada a ver com o grupo), o De La Roque exalta essa diferenciação, forçando uma adaptação do ouvinte àquilo que Kiko venera como a “riqueza no seu peito”.
A terceira e última canção do EP é “Tentar e Perder”, que seria mais caracterizada como balada – porém da forma mais suja possível: mais próxima de uma “Ann Arbor”, dos Stooges, do que qualquer faixa de Só No Forevis, do Raimundos.
Enquanto o disco oficial ainda não sai, confira alguns vídeos do De La Roque e, como eles mesmos indicam, instigue a vontade de “escutar Dead Boys sem parar!”
