As composições em inglês e a dinâmica de guitarras meio Sonic Youth/Spiritualized fazem do FireFriend uma banda de maior respaldo internacional do que nacional.
No entanto, com o passar dos anos o público daqui tem aceitado mais o trabalho dessas bandas – como prova o relativo sucesso de uma Black Drawing Chalks ou Sexy Fi, tudo isso numa esteira que já vem desde o estrondo do Sepultura.
Resumindo: não há desculpas para ignorar o novo trabalho do FireFriend, banda do eixo Brasília-São Paulo que acaba de disponibilizar o novíssimo disco: Witch Tales (lançamento oficial em 22 de abril, para ser mais exato).
O primeiro gênero que vem à cabeça ao ouvir belas canções como “Lost Drive-In” e “Komura Freak” é o rock alternativo.
Só que aqui ele vem de uma forma, digamos, mais criptografada. Não são as possíveis referências que fazem do FireFriend uma banda interessante; as improbabilidades das guitarras de Yuri Hermuche, fora os efeitos na bateria de Pablo Orue, formam uma espécie de bagunça sonora comportada. Percebe-se que tudo ali é pensado e executado de forma redonda – por isso o barulho soa tão prazeroso.
Completam a banda os integrantes: Julia Grassetti (baixo, cello e kurzweil), Cacá Amaral (gaita, baixo e bateria) e Judaz Mallet (baixo).
Quem gosta de The Flaming Lips tem tudo para adorar.
A seguir, ouça Witch Tales na íntegra. Para fazer o download do disco, visite o site oficial do FireFriend.
