Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, maio 20, 2014 2 Comentários







O termo épico, de fato, tem sido bem familiar ao grupo de Michael Gira. O Swans só tem acumulado acertos desde Soundtracks For the Blind (1996), cujo ápice ficou tabulado em The Seer (2012). A exemplo da grandiosidade da faixa dedicada a L’overture, To Be Kind não apenas prossegue esse ótimo momento: aponta novas direções, traz outras perspectivas com o mesmo (alto) índice de acerto que o disco que Gira “demorou 30 anos para fazer”. Mais demasiadamente humano que o aclamado antecessor, To Be Kind põe em xeque as vicissitudes de nossa existência com uma potência ainda maior.






O tempo passou, Neneh foi se adaptando às novas tecnologias e, agora, 17 anos depois, Blank Project mais uma vez bagunça as arestas de quem ainda perde tempo tentando classificá-la. Com a produção que vai do downtempo ao drum’n bass-tribal de Four Tet, o disco poderia ser mais um no catálogo do que se chama ‘neo-soul’ (ou trip hop). Poderia, mas felizmente não é. A cantora sueca se apoia na dor. Se perde nela, se confunde, confunde o ouvinte e, paradoxalmente, entrega um dos melhores álbuns do ano desde já.
Escrito por Tiago Ferreira em sábado, janeiro 18, 2014 1 Comentário






Rave Tapes, o oitavo disco dos escoceses, traz novamente a substância post-rock que marca as quase duas décadas de atividade da banda. Isso será dito em qualquer disco que o Mogwai lançar, seja daqui há 10 ou mais 20 anos. O que a banda faz efetivamente é traçar novas linhas dentro de seus padrões melódicos, testados, desenvolvidos e superados ao longo da prolífica trajetória.






O cavalo solitário na capa de The Night’s Gambit é elementar: a movimentação em L da peça no xadrez remete aos caminhos tortuosos das ruas, dura com quem é esperto e implacável com quem é ingênuo. Em seu terceiro disco solo, Ka endossa a crueza de uma realidade enigmática. As ruas, cenário usual do rap, são descritas com simbolismo filosófico, religioso e empírico. Saber se movimentar, assim como no jogo de xadrez, é crucial para atingir o objetivo máximo: a sobrevivência.






Supergrupo vai do afro-beat ao fusion em debut fantasticamente poderoso






Trio de música afrobrasileira uniu as químicas de outros projetos e explodiu, formando um rock’n roll de muita, muita força
Escrito por Tiago Ferreira em domingo, novembro 4, 2012 Deixe um Comentário






Não tenha medo de desvendar uma das maiores beldades de todos esses 12 anos de novo milênio
