As 50 Melhores Músicas Internacionais de 2012 - Na Mira do Groove
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As 50 Melhores Músicas Internacionais de 2012

Confira em ordem decrescente a lista completa dos melhores sons internacionais do ano

O que dizer de um ano em que Mumford & Sons superaram todas as expectativas mercadológicas, em que o hit adolescente reencontrou-se novamente na personificação de Carly Rae Japsen, em que um sul-coreano bateu todos os recordes de visualizações no YouTube?

Bom, o Na Mira discorda piamente de que esses foram os verdadeiros acontecimentos musicais de 2012.

Tivemos um bom ano para sessentões como Leonard Cohen, Dr. John e Jimmy Cliff, e a música lo-fi ganhou contornos exponenciais com a criatividade caseira de Grimes.

Além do mais, foi um bom ano para o rock’n roll – vide canções de Ty Segall Band, Cloud Nothings, Jack White, Grizzly Bear e muitos outros.


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Confira a seguir a lista das 50 melhores músicas internacionais do ano. Lembrando que é possível ouvir em um player contínuo todas as faixas mencionadas.

50. Flying Lotus: “See Thru To U” (ft. Erykah Badu)
49. Yeasayer: “Reagan’s Skeleton”
48. Illya Kuryaki & the Valderramas: “Chica”
47. Dr. John: “Getaway”
46. METZ: “Wet Blanked”
45. Mark Lanegan: “Riot in My House”
44. The Men: “Open Your Heart”
43. Hot Chip: “Night and Day”
42. Jimmy Cliff: “One More”
41. De La Soul’s Plug 1 & Plug 2: “Pushin’ Aside Pushin’ Along”
40. Patti Smith: “April Fool”
39. Rush: “Headlong Flight”
38. Cat Power: “Nothin’ But Time” (ft. Iggy Pop)
37. Kindness: “That’s Alright”
36. Alabama Shakes: “Hold On”
35. Japandroids: “The House That Heaven Built”
34. Danny Brown: “Grown Up”
33. Bruce Springsteen: “Land of Hope and Dreams”
32. Everything Everything: “Cough Cough”
31. Leonard Cohen: “Show Me the Place”


30. “Elephant”

Tame Impala

Gênero: Rock Psicodélico
Álbum: Lonerism

Os riffs de guitarra lembram um cavalgar direto para os anos 1970, década melhor associada ao trabalho da banda australiana que conquistou elogios e mais elogios com o segundo disco, Lonerism. A canção é um olhar de uma pessoa comum sobre um famosão, que se acha tão grandioso quanto um elefante.

Ouça: “Elephant”



29. “I Bought My Eyes”

Ty Segall Band

Gênero: Hard-Rock
Álbum: Slaughterhouse

“I Bought My Eyes” representa tudo aquilo que anda em falta no rock hoje em dia: bons solos de guitarra, baterias aceleradas a ponto de flertarem com o heavy-metal e poucos versos. A melhor canção de Ty Segall lançada em 2012 é um punk rock que aos poucos encontra o hard-rock até chegar numa pancada de arena que lembra os melhores momentos de Eddie Van Halen na guitarra.

Ouça: “I Bought My Eyes”



28. “I’ve Seen Footage”

Death Grips

Gênero: Noisy-Rap
Álbum: The Money Store

Será que existe algum parentesco entre Stefan Burnett e Mr. Catra? Se ele soubesse cantar português, ou por acaso desse um rolê nas quebradas do Rio de Janeiro, provavelmente ele abraçaria outro gênero. Talvez o destino tenha sido bom com ele e o colocou junto às guitarras e à agressividade rap que tornou o Death Grips uma das bandas mais iconoclastas da atualidade. “I’ve Seen Footage” é justamente a vitrine.

Ouça: “I’ve Seen Footage”



27. “Simple Song”

The Shins

Gênero: Rock
Álbum: Port of Morrow

Quando saiu este disco novo do The Shins, muito se falou de que seria um dos melhores de 2012. Ao olhar as listas de fim de ano, ou a mera especulação caiu em esquecimento, ou se deram conta de que Port of Morrow foi apenas mais um alvo de pessoas que têm medo de não reconhecer possíveis clássicos a tempo. De qualquer forma, quem ouvir “Simple Song” ficará com vontade de ir atrás do disco. O erigir da fúria por meio de guitarras catárticas se contrapõem aos vocais acústicos de James Mercer de forma que o ouvinte fica confuso: prestar atenção na letra, ou na musicalidade? Vá pelos dois: sei que você vai querer ouvir a canção duas vezes e, acredite, a experiência valerá muito a pena.

Ouça: “Simple Song”



26. “Memories of a Scientist”

Chrome Canyon

Gênero: Eletrônico Sci-Fi
Álbum: Elemental Themes

Como seria a música sci-fi dos anos 1960, época em que computadores eram restritos às áreas militares? Bom, o Chrome Canyon sugere essa incursão num som que dialoga diretamente com Dr. Who. Ou, pensando melhor: era mais ou menos assim que os ‘futuristas’ daquela década pensavam que seriam os anos 2000? Essa pergunta provavelmente seria respondida seguidamente com um ‘não’, mas no decorrer da música isso se transformaria em algo para ‘incerto’, uma vez que a música engloba elementos de funk, Daft Punk e… Dr. Who. Um passeio para um passado que te arremessa a um futuro mais longínquo que o nosso.

Ouça: “Memories of a Scientist”



25. “Backseat Freestyle”

Kendrick Lamar

Gênero: Rap
Álbum: good kid, m.A.A.d. city

A terceira faixa do primeiro e poderoso debut de Kendrick Lamar é um gás que só. Ele fala de seus desejos de hedonismo que vêm desde moleque, pegando elementos que a transformam num rap catártico, pra ser cantado com as mãos pra cima: ‘Posso foder o mundo em 72 horas’, garante o rapper. Um detalhe: a canção não tem nenhuma participação; ou seja, as transfigurações vocais são todas dele.

Ouça: “Backseat Freestyle”



24. “Sleeping Ute”

Grizzly Bear

Gênero: Indie-Rock
Álbum: Shields

‘Sleeping Ute’ é o famoso nome de uma área montanhosa do Colorado. Nesta canção, o Grizzly Bear convida o ouvinte a se isolar em um monte livre de ruídos, ruínas e ruindades. Deixe-se levar pelo som cristalino e sublime das guitarras poderosas de Daniel Rossen e os teclados etéreos do vocalista Edward Droste: é como atingir o cume dos montes, algo que a banda simula a partir dos 3 minutos quando os violões, pacíficos, dão sentido de alívio e regozijo perante à linda paisagem lá de cima.

Ouça: “Sleeping Ute”



23. “Kill For Love”

Chromatics

Gênero: Eletrônica
Álbum: Kill For Love

O álbum Kill For Love, do Chromatics, é influenciado por um ritmo conhecido como Italo disco, que faz uso dos elementos da disco norte-americanas numa atmosfera mais psicodélica e cinematográfica, destacando-se por suas incursões caleidoscópicas. A faixa-título é a canção que mais leva essa experiência a algo próximo da catarse, inserindo teclados indie e sintetizadores modulares que, em um fone de ouvido no último volume, confundem e mexem com a cabeça de quem escuta. Mais ou menos como plugar Beach House e Animal Collective com barulhos de alarmes e incineradores.

Ouça: “Kill For Love”



22. “Cut the World”

Antony & the Johnsons

Gênero: Indie
Álbum: Cut the World

Uma música dramática de questionamento do ser perante o mundo. A voz de Antony Hegarty é tomada de uma dor arrastada por longos períodos de sofrimentos, sejam eles corporais ou existenciais. Ele procura um atalho, uma brecha para ‘cortar o mundo’ e encontrar a felicidade ou algum mistério que o valha que, provavelmente, deve ser melhor os ‘extremos’ incrustados ‘em minha pele’. Linda música, que ganha significado ainda maior com o videoclipe.

Ouça: “Cut the World”



21. “Left Alone”

Fiona Apple

Gênero: Alternativo
Álbum: The Idler Wheel…

A bateria arrítmica de Charley Drayton no início da canção logo é surpreendida pelo delinear agressivo no piano de Fiona Apple, que rouba a cena explanando sua sordidez solitária: ‘Não choro mais quando estou triste’. Ela não está feliz, mas o que mais a irrita é a reação dos outros que tentam reanimá-la por motivos equivocados: ‘Como posso pedir para alguém me amar/Quando o que espero é ficar sozinha?’.

Ouça: “Left Alone”


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Jornalista bem-humorado. Colaborou com publicações como Scream & Yell, Revista da Livraria Cultura e Revista Brasileiros. É o cara que mantém o Na Mira do Groove.
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