Crítica: Sambanzo – Etiópia






Etiópia é um país que fica na África, mas Selassie I nem vem à cabeça. É mais fácil identificar “Capadócia” ou “O Sino da Igrejinha” como algo da senzala nacional, de bruta resistência que ergue para se sobreviver, do que remetê-lo para além-mar. Thiago quis mostrar um pouco do ambiente candomblé, de sua proximidade com o terreiro. Agora, a forma como isso vai soar em nossos ouvidos, ele nem se compromete a arriscar.
Crítica: Leonard Cohen – Old Ideas






Emoções à parte (e elas são muitas) o retorno triunfal do bardo canadense é fortificado por aquilo que ele mais gosta de fazer: poesia. Velhas ideias em tempos novos, sem soar nostálgico, é quase uma façanha. Aqui, o que conta é a força da poesia – e Leonard Cohen é um dos grandes mestres dessa arte.
Crítica: The Roots – undun






Existe uma lógica pela qual o The Roots escolheu contar a história do personagem Redford Stephens de trás para frente, ao invés de optar por uma narrativa mais linear. Ao contrário do que diria o ditado popular, não são os fins que justificam os meios – mas, sim, os meios que justificam a morte trágica de um rapaz que nasceu em condições adversas e acabou caindo para o crime.
Crítica: Tom Waits – Bad as Me






O melhor não é saber que Tom Waits está de volta; surpreendente mesmo é comprovar que não precisamos buscar argumentos lá do fundo do poço para dizer que Bad as Me é um dos melhores trabalhos do bardo em anos, quiçá o melhor de sua carreira desde o obscuro e genuíno Mule Variations, de 1999.
Crítica: M83 – Hurry Up, We’re Dreaming






Músico francês construiu uma fábula irretocável a partir de sonhos infantis em seu sexto álbum de estúdio. O álbum duplo tem uma crônica bem interessante: mostra o ponto de vista de um garoto, em um disco, e, em paralelo, o que pensa a sua irmã, no outro (as crianças estão estampadas na capa). Ambos os discos tem 11 canções e cada número de faixa reflete a mesma linha de pensamento, como se eles estivessem conectados através de um sonho.
Crítica: Criolo – Nó na Orelha






O rap transcende de gênero para conceito em um dos melhores álbuns nacionais em anos. Em pouco mais de 38 minutos, o rapper da zona sul paulistana (mais precisamente Grajau) vai do brega ao dub, passando pelo samba, reggae, afro-beat, soul, samba-canção e até mesmo um flerte com a música clássica.
Crítica: Shabazz Palaces – Black Up






Pelo caminho das sombras percorre um dos álbuns mais impressionantes de 2011 graças à elaborada profusão de dubstep, smooth jazz, música clássica e rap cru. Palaceer Lazaro é o cara por trás deste projeto de Seattle. Ele já tocou com o Digable Planets nos anos 90 unindo o rap com jazz, e está apostando sobriamente no quesito mais obscuro da música em si.
















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