Crítica: Lou Reed & Metallica – Lulu

★☆☆☆☆

‘A melhor coisa que já aconteceu’ na carreira de ambos os artistas é, provavelmente, um dos piores álbuns que nossos ouvidos tiveram que suportar. Há bem menos do Metallica do que Lou Reed: parece que a principal banda de metal do mundo foi alienada pelas possibilidades poéticas do ex-Velvet Underground. E o resultado é bem cansativo: 90 minutos de densidade desnecessária.

Crítica: Jane’s Addiction – The Great Escape Artist

★½☆☆☆

Em quarto disco, banda segue a cartilha regular roqueira de Strays e desperdiça, mais uma vez, a oportunidade de revolver a anarquia sonora de bons tempos atrás. Se realmente for verídico os boatos de que o Jane’s Addiction virá ao Lollapalozza brasileiro, vamos torcer para que eles foquem no repertório antigo. É melhor para eles e, com certeza, melhor para os ouvintes.

Crítica: Tyler, the Creator – Goblin

★½☆☆☆

Rapper não poupa termos típicos de adolescente rebelde em álbum que transgride o hip hop, lembrando um pouco os anos iniciais da carreira de Eminem. Apesar das letras vazias, Goblin se apoia em bases contundentes que tornam a mensagem obscura. Ficaria melhor se fosse apenas instrumental.

Mixtape de M.I.A. pode ser um tiro na culatra em sua carreira

★½☆☆☆

M.I.A. escorrega em nova empreitada: são 36 minutos de muito barulho em trabalho que tornou-se uma dualidade em sua carreira. Depois de todo o burburinho em torno de Julian Assange e o seu site de divulgação de documentos secretos de embaixadas, o WikiLeaks M.I.A. mostrou-se atualizada quando o assunto é privação de direitos humanos e algo relacionado à internet. E acabam-se os bons adjetivos do disco.