Crítica: Norah Jones | Little Broken Hearts






Em Little Broken Hearts, há pequenas doses de fúria, mas nada assustador. Produzido por Danger Mouse após a participação de algumas faixas em Rome, o quinto disco da cantora a leva para ares flutuantes, mas não chega a lugar algum. Isso pode ser melhor do que você imagina. No entanto, em alguns momentos desistir de ouvi-lo pode ser uma boa opção.
Crítica: Gossip | A Joyful Noise






Nem parece mas esse já é o quinto álbum do Gossip. Desde o último lançamento, Music For Men, para este aqui, A Joyful Noise, coisas mudaram. Gossip não é mais aquela banda de punk-indie cheio de barulheiras. As músicas estão mais dançantes por conta de dois fatores principais: o trabalho com a produtora Xenomania (Pet Shop Boys, Cher); e a nova direção musical da icônica vocalista Beth Ditto, que disse ter passado um ano inteiro ouvindo Abba.
Crítica: Santigold | Master of My Make-Believe






O time de produtores é muito bom, mas Santigold segue caminho errado ao procurar a exacerbação quando já estamos cansados do excesso dela. Apesar de oferecerem bases criativas, Q-Tip, Dave Sitek (TV On the Radio), Diplo, Switch (do Major Lazer), Ricky Blaze (“Disparate Youth”), Greg Kurstin e Nick Zinner não sustentam o escapismo superficial da música de Santigold.
Crítica: Jack White | Blunderbuss






Jack White – o cara que trouxe o blues sujo ao hype com o White Stripes, além de experimentar outras habilidades como instrumentista nas bandas The Racounteurs e Dead Weather – se aprofunda nas raízes do rock, como folk (“Love Interruption”), country (“Blunderbuss”), rockabilly (“I’m Shaking”, cover de Rudy Toombs) e até mesmo buscando requintes mais orquestrais, como na sequência “Hypocritical Kiss” e “Weep Themselves to Sleep”.
Crítica: De La Soul’s Plug 1 & Plug 2 | First Serve






Plug 1 & Plug 2 é a denominação que ficou para os rappers Posdnuos e Dave, que retornam sem o Maseo com o De La Soul. Não muda muita coisa – na realidade, quase nada. O que os rappers fizeram foi criar uma pequena anedota, que mostra as aventuras amalucadas de dois quarentões do hip hop que mostram que a diversão que o ritmo pode trazer está longe de acabar.
Crítica: Mark Lanegan Band | Blues Funeral






O bardo, ex-Screaming Trees que ajudou a criar alguns riffs etéreos para o Queens of the Stone Age, retoma com uma sonoridade lúgubre levada por guitarras. Tem muita inspiração de Joy Division e New Order, no sentido de buscar a profundidade das composições que buscam contraponto com os instrumentos.
Crítica: Orbital | Wonky






Desde 2004 o duo Orbital (formado pelos irmãos britânicos Phil e Paul Hartnoll) não lança um disco novo. De lá pra cá, a música eletrônica vem sofrendo alterações ora forçadas para se adequar ao público mainstream, ora criativamente forçadas a serem relegadas ao lado-B quando não são dançantes. O Orbital não veio para mudar nada. No entanto, também não se encaixa em nenhuma das ramificações citadas.











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