The Black Keys mostra a evolução do blues moderno com Brothers
The Black Keys – Brothers





Já faz um tempinho que a dupla Dan Auerbach (guitarra/vocal) e Patrick Carney (baterista), do The Black Keys, lançou o álbum Brothers. Mas ainda é tempo de escutar um dos trabalhos mais legais do ano.
O blues arrastado, que ganhou bastante força na década passada com o White Stripes e o próprio Black Keys, trafega por caminhos mais tortuosos e barulhentos, mas sem deixar de agradar os ouvidos. Em “Next Girl”, por exemplo, os músicos intercalam suas vozes com os wha-whas de Auerbach.
“Tighten Up” é uma animada e divertida balada que começa com uma base dançante levada pelo riff e uma letra que soa meio ingênua, mas que não deixa de ser bacana. Com os órgãos de fundo, a canção tem uma virada espetacular e torna-se ainda mais envolvente, mesmo que a distorção esteja presente.
Na verdade, Brothers é uma pancada atrás da outra. Uma fábrica de hits blueseiros-modernos de fácil audição. O álbum é bem produzido e mostra que os integrantes conseguem se virar muito bem ao misturar outros elementos sonoros às suas canções, indo além da base guitarra-e-bateria. “The Only One”, outra balada, inova na síncope de baixo e teclado, pontuada delicadamente pela sutileza da guitarra. A canção é lenta e poderia muito bem conquistar as rádios com sua melancolia que lembra um pouco da pegada indie. Mas, voilà, não caia nessa pegadinha.
Outra faixa que merece grande destaque é “Ten Cent Pistol”, que se arrasta como um blues do Mississipi. Seguindo em uma progressão na velocidade dos riffs, a canção trabalha acidez e lentidão, como se colocasse as fases emocionais em um liquidificador. A canção seguinte, “Sinister Kid”, tem um solo que deixaria Jack White orgulhoso e poderia impressionar até o ceticismo antimoderno de Eric Clapton.
Escute abaixo o álbum na íntegra. Ou, se preferir, baixe por aí. Realmente, vale muito a pena escutá-lo! Ah, e confira também o divertido clipe (e com uma sacada muito inteligente) de “Tighten Up”.















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Veja o que estão falando, que tem relação com este texto...[...] Danger Mouse, depois de já ter trabalhado com parceiros de renome como David Lynch, os caras do The Black Keys e o versátil Beck, está com a bola toda no seu projeto Broken Bells, feito em parceria com o [...]
[...] tempo. Qual seria o resultado? Foi mais ou menos com essa ideia que um tal de Wick It uniu o álbum Brothers, do The Black Keys, e o Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty, do Big Boi. E o resultado [...]
[...] segue um ritmo que lembra “She’s Long Gone”, um dos destaques do álbum anterior, Brothers. Já “Run Right Back”, por ser o lado-B da outra faixa, é um pouco mais agressiva e [...]
[...] sido divulgada. Os riffs são bem pesados e percebemos como ela dialoga com as faixas mais pop de Brothers, disco anterior do Black Keys. Só que é bem mais dançante, bem mais rock’n roll, bem mais [...]
[...] o The Black Keys prosseguiu novos rumos com a produção de Danger Mouse e abraçou o pop com Brothers, El Camino veio para mostrar que caminhos experimentais são uma possibilidade no rock. Não há [...]
[...] do lançamento de Brothers, o The Black Keys deu um passo justo ao estrelato do rock’n roll. Parte desse crédito deve [...]