Na Mira: Strobo

Progs eletrônicos industriais favorecem um rock vigoroso que buscam referências no post-rock e no fusion, sem deixar de brincar com gêneros brasileiros

Cidade-natal: Belém, PA

Gênero: Rock/Eletrônico Industrial

Membros: Léo Chermont (Guitarra/Efeitos) e Arthur Kunz (Bateria/Programações)

Agrada quem gosta de: Mogwai, São Paulo Underground, acid house

Links: bandastrobo.com, soundcloud.com/bandastrobo

Tem riffs roqueiros e praticamente nada de canto. Essa onda do rock instrumental, em pleno 2013, já é assunto datado para quem acompanha o cenário independente da música brasileira.

Começar a descrever uma banda com argumentos como ‘compensa a falta de versos com solos de guitarra’ já é motivo para que o leitor suspeite uma proximidade qualquer com Macaco Bong ou Pata de Elefante, grupos que não se encaixam muito bem pelo que é proposto pelo duo paraense.

O Strobo não renega as correntes musicais que mais influenciaram a música instrumental nos últimos anos (afro-beat, surf music e hard rock principalmente), mas deve-se apontar as diferenças no método de compor da dupla Léo Chermont e Arthur Kunz. É como se eles focassem em uma harmonia de música pop para distorcê-la e agrupar novos elementos criados por eles mesmos.

Na canção “Dramática”, do primeiro disco do duo, ouvimos um riff que parece ter sido extraído dos momentos mais experimentais de Robert Fripp encontrar com uma bateria ácida de grande valia tanto no jazz contemporâneo como no mais vigoroso dos rocks.

Além dos gêneros citados, a música eletrônica também se faz presente. Seja a favor de um diálogo com o rock para convidar à dança em “Dance!” ou nos progs megalomaníacos de “Capital Commando” que, favorecido pela agilidade da bateria, liga o acid house de um “Oochy Koochy” (Baby Ford) aos riffs dum “Scatterbrain” (Jeff Beck).

Apesar de ter sido criado em 2011, o Strobo tem trabalhado o suficiente para se apresentar em festivais como Abril Pró-Rock e no programa Experimente, do Multishow. No final do ano passado, disponibilizou na rede o segundo álbum, Delírio Cromático, que teve participação do baixista Allan Delay, da banda Vandaluz, na faixa “Quando Se Perde a Inocência”.

Neste segundo trabalho também há espaço para o rock progressivo de “Redenção” e uma espécie de funk carioca distorcido em sintetizadores em “Perdido”, faixa de abertura que busca uma espécie de paraíso em suas guitarras etéreas.

Lançado no final de 2012, Delírio Cromático deve ganhar formato físico ainda no primeiro semestre deste ano.

Streaming: ouça na íntegra o primeiro álbum homônimo da banda:

Artistas STROBO

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Tiago Ferreira

Editor do Na Mira desde 2010 – que, além de site, também é canal do YouTube e Embaixador Spotify. Já trabalhei como redator de comunicação interna, produtor de conteúdo da B2W (Americanas, Submarino e afins) e repórter de entretenimento, ciência e tecnologia no Vix.com. Também sou colaborador eventual da Revista da Cultura (da Livraria Cultura).


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