Os 50 Melhores Discos Nacionais da década de 2000

O que rolou de melhor na música brasileira entre início de 2000 e final de 2009

Década que mudou totalmente os parâmetros de difusão da música. Década que impulsionou a derrocada da indústria fonográfica. Década em que bandas independentes ganharam mais espaço no cenário mainstream.

Os anos 2000 foram tudo isso e muito mais. Foram anos de música boa ganhando mais espaço, ainda que as rádios continuem se definhando ao som de sertanejo universitário, pagode, axé e funk carioca/proibidão. Afinal, foi durante esse período que o rádio perdeu o espaço de principal divulgador da boa música. A internet veio e acabou dominando geral.

De janeiro de 2000 a dezembro de 2009, o Nação Zumbi se virou para se recolocar no cenário com a morte de Chico Science em 1997, Céu conquistou os Estados Unidos e a Europa com seu canto malemolente, Racionais quebrou um silêncio de cinco anos desde Sobrevivendo no Inferno (1997), o folk invadiu a cena tendo como principais expoentes Mallu Magalhães e Vanguart, o Los Hermanos provou para o público que é uma banda espetacular…

Um pouco de toda essa novidade musical está catalisada na lista do Na Mira dos 50 melhores discos nacionais da década de 2000. Ah, e sinta-se à vontade para fazer a sua lista nos comentários.

50. Música Para Beber e Brigar

Matanza

Ano: 2003
Gravadora: DeckDisc
Gênero: Hard Rock

‘Não te peço consideração/você tem ou não’, diz o thrash vocalista Jimmy em “Pé na Porta, Soco na Cara”, canção que abre o segundo disco dos cariocas do Matanza. Com muitas guitarras, bate-cabeça vigoroso e forte energia, Música Para Beber e Brigar é uma sucessão de letras descompromissadas que falam de brigas em bares, pingas malditas, ressacas bravas, ‘semanas sem dormir’… Coisas de vikings modernos. O Matanza se destacou por sua despretensiosa mistura de rock pesado com toda a insipidez do country norte-americano – com claras influências do Motörhead. Um disco pra ouvir com um barril cheio de cerveja!

Faixa: “Pé na Porta, Soco na Cara”


49. Condom Black

Otto

Ano: 2001
Gravadora: Trama
Gênero: Samba/Candomblé/Experimental

Otto foi um dos primeiros músicos a arriscar uma transfiguração do samba com o lançamento de seu primeiro disco, Samba Pra Burro (1998) – indo ainda mais além que os conterrâneos do Mundo Livre S/A, que revolucionaram com Samba Esquema Noise (1994). Em seu segundo disco, o pernambucano colocou ritmos originários do candomblé com produções eletrônicas, realizando uma experiência que pode ser tão flutuante como confusa. De “Dilata” a “Basquiat”, não tem nada aqui dentro dos eixos: “Anjos do Asfalto” une referências imagéticas do candomblé com os mangueboys-junkie do Recife; “Street Cannabis Street” trafega por linhas etéreas, mas logo confunde tudo com uma produção esfuziante que vem dos sintetizadores; “Condom Black”, a música, é terreiro puro, é ‘pau, é cu, é buceta’, como canta o músico. Participam do disco Nação Zumbi, Luciana Mello, Fernanda Lima e muitos outros.

Faixa: “Anjos do Asfalto”


48. Vanguart

Vanguart

Ano: 2007
Gravadora: Tratore
Gênero: Folk/Rock

Um disco que veio na contramão de toda a estética rock nacional. Se, por um lado, alguns fãs ainda enxugavam as lágrimas por não obterem nada de novo do Los Hermanos desde o fraco Quatro (2005), outros ainda procuravam motivos para reverenciar as bandas da década de 80. Por isso mesmo, o surgimento do Vanguart foi o feliz momento em que começou-se a perceber que grupos alternativos podem atingir a mesma expressividade de nossos longínquos ídolos. Pegue uma canção como “Semáforo” ou “Cachaça”, por exemplo: são composições complexas e sérias, estruturadas por uma estética refinada pelo country-folk norte-americano. Influenciado por Neil Young e Bob Dylan, Hélio Flanders mostrou-se, em pouco tempo, que é um dos grandiosos compositores de nossa geração, seja com músicas em português ou em inglês.

Faixa: “Semáforo”


47. Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até que Eu Cheguei Longe…

Emicida

Ano: 2009
Gravadora: Independente
Gênero: Rap

Mais longe ele chegaria depois, a verdade é essa. Fato que este primeiro registro de Emicida é mais representativo do que qualquer outro disco nacional: mostrou como o rap tem forte influência na internet, e vice-versa. O clipe de “Triunfo” fez jus ao nome; aquela legião de fãs que acompanhou as divertidas batalhas de rap pelo YouTube ficaram surpreendidos com as agulhadas necessárias de Emicida, que alfinetou o rap e os rappers ao afirmar sem medo que o gênero estava definhado e precisava se reciclar urgentemente. ‘Quem pensar pequenininho, tio, vai morrer sem’, canta o músico. Tem que invadir a rua e invadir a rede – este é o ensinamento-mor de Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro…

Faixa: “Triunfo”


46. Carnaval Só Ano que Vem

Orquestra Imperial

Ano: 2007
Gravadora: Ping Pong/Som Livre
Gênero: Gafieira

Uma trupe de 19 músicos de renome na cena carioca: do roqueiro Rodrigo Amarante (Los Hermanos) ao lendário baterista Wilson das Neves, a Orquestra Imperial também tem como integrantes Kassin, Moreno Veloso, Domenico, Jorge Mautner, Nina Becker, Thalma de Freitas e muito mais. Desde o início, a ideia do grupo é juntar uma galera fraternal para tocar canções que habitam o imaginário da formação musical de cada um deles. As coisas foram acontecendo e, logo, surgiu o convite da França para que a turma gravasse um disco de inéditas. Cada canção aqui é um momento – e elas foram gravadas duma vez só, de forma descompromissada (com produção de Mário Caldato Jr.). “Salamaleque”, “Ereção” e “Ela Rebola” suscitam momentos festivos com sambas e boleros. Também há canções mais serenas, como “De Um Amor em Paz” e “O Mar e o Ar”, que segue numa linha jobiniana.

Faixa: “Ereção”






45. Audio Architecture 2

DJ Marky

Ano: 2001
Gravadora: Trama
Gênero: Drum’n Bass

Certamente um dos discos de música eletrônica que mais escutei na vida. Mas ele não veio parar aqui apenas por esse motivo pessoal: na verdade, ele é bom mesmo! Começa com o fervoroso “Riptide”, do CCBC, já emendando com a conhecida “Carolina Carol Bela”, que conseguiu fazer com que a voz de Jorge Ben e o violão de Toquinho continuassem límpidos em meio às batidas de drum’n bass assinadas por Marky e XRS. “Shake It”, do Shy FX, é tomada de assalto por backing vocals que evocam a disco music. Marky registrou aqui também a etérea flutuação do High Contrast em “Make It Tonight”, daquelas de arrancar lágrimas de tão bonita que é. Excelente compilação de um dos maiores DJs brasileiros, que já influenciou muita gente com o programa que mantém na rádio Energia 97 FM.

Faixa: “Carolina Carol Bela” (Remix)


44. A Procura da Batida Perfeita

Marcelo D2

Ano: 2003
Gravadora: Sony
Gênero: Samba/Rap

Quando o Planet Hemp selou seu fim, ficou aquele clima de incerteza. Será que voltaria? Hoje sabemos que não. Mas, quando Marcelo D2 lançou este disco, provavelmente já tinha em mente que PH era passado distante. Apesar de ser seu segundo disco solo, em A Procura da Batida Perfeita (analogia ao clássico Looking For a Perfect Beat, de Afrika Bambaataa) Marcelo D2 abraçou de vez sua influência Bezerra da Silva com o hip hop carioca, estabelecendo uma outra ramificação para o gênero. Foi o primeiro passo para consolidar sua bem-sucedida carreira solo, apesar dos muitos deslizes cometidos. Este álbum é um registro sincero e estabeleceu uma importante ponte entre públicos. O rap entrou para o pop a partir do momento em que a classe média alta entoou com estranho orgulho versos de “A Maldição do Samba”, “Qual É?” e “Loadeando”.

Faixa: “A Maldição do Samba”


43. Fome de Tudo

Nação Zumbi

Ano: 2007
Gravadora: Deckdisc
Gênero: Manguebit

Seria Fome de Tudo uma ponte entre o manguebit e o pop rock? Pode-se dizer que sim, já que foi o primeiro disco que a NZ gravou depois de romper com a Trama. No entanto, o grupo já havia se consolidado no país como um dos maiores de sua geração. Ou seja, não haveria riscos de um declínio artístico. Jorge Du Peixe, um frontman que sabe evocar multidões com seus vocais, continua poderoso em petardos como “Bossa Nostra”, “Nascedouro”  e “Toda Surdez Será Castigada”. O backing vocal de Céu em “Inferno” é coisa bonita de se ouvir e não tem como não deixar de lembrar dos trejeitos icônicos de Chico Science com a brincadeira feita em “Assustado”. “No Olimpo”, faixa que encerra o disco, é uma das composições mais maduras do Nação.

Faixa: “Inferno”


42. Movimento

Banda Black Rio

Ano: 2001
Gravadora: Abril
Gênero: Soul/Funk

Maria Fumaça (1977) é um dos discos mais emblemáticos de toda a música brasileira, por trabalhar com intensidade a certa mistura de soul, samba, gafieira e elementos africanos. Quando William Magalhães propôs em 1999 o retorno da BBR (que havia encerrado as atividades com a morte de seu pai Oberdan Magalhães em 1984), percebeu que era possível inserir outras nuances da black music dentro do grupo. Para que tudo desse certo, eles chamaram um mestre do soul brasileiro: Cassiano, que deu os toques necessários seja na voz de Trick ou nos pianos de William, que assina com maestria a direção musical. O arranjo de metais é cheio de vida e pulsação: dá vontade de montar um baile black no ato da audição. Também participam deste belo disco o produtor Liminha (Os Mutantes), Armando Marçal (Paul Simon, Caetano Veloso, Elis Regina) e Cláudio Zoli (Cassiano). A aprovação de todos que viram o ressurgimento da BBR foi praticamente unânime.

Faixa: “Nova Guanabara”


41. Céu

Céu

Ano: 2005
Gravadora: Urban Jungle
Gênero: MPB/World Music

Um disco introspectivo e chique. Esteticamente, o debut de Céu não tem nada de novo, mas mostra uma cantora de potencial que soube muito bem trabalhar a brasilidade em sua música. Temos aqueles vocais desconcertantes que vêm da mesma escola de Bebel Gilberto, além da produção inusitada de Beto Villares e os scratches muito bem interpolados por DJ Marco. “Malemolência” ainda hoje é um hino que não pode faltar em suas apresentações, mas ela também faz bonito em “Roda”, “Mais Um Lamento” e até mesmo no cover de “Concrete Jungle”, que atravessa fronteiras musicais das influências de Bob Marley ao aproximar-se mais de sua fase “Simmer Down” (início de carreira) que Catch a Fire (1973).

Faixa: “Malemolência”






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Tiago Ferreira

Editor do Na Mira desde 2010 - que, além de site, também é canal do YouTube e Embaixador Spotify. Já trabalhei como redator de comunicação interna, produtor de conteúdo da B2W (Americanas, Submarino e afins) e repórter de entretenimento, ciência e tecnologia no Vix.com. Também sou colaborador eventual da Revista da Cultura (da Livraria Cultura).


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  1. KIKO 29 Maio, 2012 at 15:19 Responder

    Gostei muito e nem conhecia o blog! Agora se “Fome de Tudo” esta nessa colocação vou esperar pra ver o restante da lista…
    😀

  2. Zé Henrique 29 Maio, 2012 at 23:24 Responder

    Mas tu já gosta de uma lista, hein Tiagão?!
    Dos 20 listados tenho 7.
    Vou esperar os 50 pra descer o sarrafo em vc. 🙂

    PS: Até agora me alegrou ver o Bambas & Biritas e A Invasão do Sagaz Homem Fumaça

    Abraço!

  3. Zé Henrique 30 Maio, 2012 at 23:34 Responder

    Verdade, cara, tb gosto. hehehe
    Sempre dá pra se aprender com elas, né? Pegar algumas coisas que passaram despercebidas, dá uma segunda chance a outras…
    Gostei de ver o Punx e o Black Alien nesses 10.
    No aguardo dos 20 primeiros. Pô, Vagarosa da tetéia Céu tinha que está nos 20 primeiros. No mínimo!

  4. Zé Henrique 31 Maio, 2012 at 22:27 Responder

    Ahh, o acústico do Paulinho… Grande lembrança, Tiagão!
    Quanto ao Black Alien, andei vendo umas entrevistas dele nesse período pós primeiro disco e ele me pareceu meio mau, amargurado, rancoroso. Acho que não digeriu bem o pouco sucesso comercial que o disco teve.
    Bobagem, tem talento pacas, o lance é seguir acreditando. Olha o caso do “ogro sentimental” rsrssrs do Otto, né?

    PS: Quero ver qual disco vc colocará em primeirão.

    Abraço

  5. Zé Henrique 1 junho, 2012 at 14:36 Responder

    Ahahahha
    Acertou em cheio! Curumim é MUITO superestimado. Nem nos meus 50 ele entra.
    Mas tudo bem, poderia ser pior. Pensei que vc ia colocar os malas do Mombojó em primeiro. 🙂
    Tenho 20 discos dos cinquenta que listou. Boa a lista, Tiagão.
    Senti falta desses:

    Criolo – Nó na Orelha
    Maquinado – Homem Binário
    Bnegão – Enxugando o Gelo
    Rappa – Silêncio que Precede o Esporro
    Marisa Monte – Universo ao Meu Redor

    PS: Em primeirão em ficaria em dúvida entre o Sem Nostalgia e o Nação Zumbi 2002.
    Empate técnico. Ou melhor, poético/musical.

    Abraço, man!

  6. Zé Henrique 1 junho, 2012 at 14:43 Responder

    Só mais uma coisa. Como é vc lista o ginasiano Emicida e deixa de fora o Rap de adulto/gente grande do Criolo?
    Ahh, a Caravana de Céu tb tinha espaço nesses 50 aí.

    • Tiago Ferreira 1 junho, 2012 at 15:36 Responder

      Zé, é que nesta lista só entra discos de 2000 a 2009. Criolo entraria, sem sombra de dúvidas, numa lista de 2010 a 2019, entendeu?

      Antes de terminar, ia fazer um ‘menções honrosas’, onde entraria O Rappa. Sabe por que não o coloquei aqui? Porque acho ele muito inferior aos trabalhos anteriores. BNegão entrou pra lista, mas acabou ficando de fora em uma triagem final. Coisas que acontecem.

      Quanto ao Maquinário, nunca entrei tanto na onda não, Zé.

      Valeu por interagir aqui, Zé. Forte abraço!!

  7. Zé Henrique 1 junho, 2012 at 17:26 Responder

    Putz, é verdada Tiago, só agora vi que pára em 2009. Pensei que era até os dias atuais.
    Rapaz, eu não acho o Silêncio … do Rappa inferior aos cds do tempo do Yuka não. Acho um baita disco, superou minhas expectativas na época.
    Dê uma chance ao Maquinado Lúcio MaLa. Os dois discos dele lançados são bem bons, acho que vc ia curtir.
    A gente tem um gosto meio parecido.

    PS: E os caras da Nação Zumbi tocando com a atual(abobalhada) Marisa Monte, hein? Que desperdício.
    Como diria Paulinho da Viola: Coisas do mundo, minha nega.

    Abração

    • Tiago Ferreira 1 junho, 2012 at 17:34 Responder

      hahhaha Zé, claro, tudo no devido tempo.
      Não acho ruim não o projeto do Lúcio Maia. Mas acho que não tem peito pra figurar em listas de melhores da década não. É bom na medida. Escutarei com calma depois.

      Agora essa do NZ eu já previa que ia dar nisso. Tava na cara, né?

      Forte abraço!

  8. Zé Henrique 1 junho, 2012 at 18:06 Responder

    O lance da Nação Zumbi tava mesmo na cara, Tiago. Blowin in the Wind total.
    Aluguel atrasado é mesmo foda. Bem, pelo menos não estão roubando. hehhehehe
    Ahh tá, entendi agora seu ponto de vista em relação ao Maquinado.

  9. Ícaro 11 junho, 2012 at 03:54 Responder

    Acho o Vagarosa da Céu melhor que qualquer coisa do Otto, pelo amor de Deus
    Cidadão Instigado é bom demais
    também acho o Ventura muito melhor que o Bloco do eu sozinho em todos os sentidos, mas o Bloco surpreendeu mais, então ok…
    Mas lista é assim mesmo, fazer o que?
    No fim das contas ficou muito boa não faltou nenhuma banda ou artista interessante que eu conheça e me deu dicas de vários tb. (ate daquele disco do Jupiter Maçã vc lembrou)
    Legal

  10. Wendell 17 dezembro, 2012 at 16:43 Responder

    Listas são uma droga, mas todo mundo gosta! Mencionei o Otto na lista de 2012, lembro o Junio Barreto de 2004 aqui. Pra mim uma das mais gratas surpresas da MPB nessa década. Não dá pra entrar muito no “submundo”, no “marginal”, na raiz da música brasileira, mas cito também o álbum homônimo de Toniquinho Batuqueiro de 2009 e o registro da Velha Guarda da Unidos do Peruche, também de 2009. Pra quem gosta do samba paulista, são um prato cheio. Acho que 50 é pouco, talvez 500! Isso é sinal de que nossa música continua produzindo obras valiosas! Parabéns pelo blog.

  11. Gerson 13 Fevereiro, 2014 at 10:14 Responder

    50 discos e apenas 1 da cena musical gaúcha? Onde estão os discos de bandas seminais dos anos 2000 de Porto Alegre, como Ultramen, Cachorro Grande, Wander Wildner e Bidê ou Balde. E o pop bem costurado de Cidaddão Quem e Papas da Língua, que é uma prova de que é possível fazer música comercial com bom gosto? A lista traz um monte de artistas semi-obscuros e quase anônimos, mas se esquece da nova galera que faz tremular a bandeira da MPB, como Seu Jorge, Vanessa da Mata e Ana Carolina? A Pitty também não mereceria entrar na listagem. E o soul experimental e elegante de Ed Motta? Na boa, tua lista ficou muito, mas muuuuito a desejar…

  12. A evolução (ou não) da música | My Blog 13 junho, 2014 at 21:55 Responder

    […] Música da década de 2000: O Hip Hop se popularizou, com artistas como 50 Cent, Jay-Z, Kanye West, Snoop Dog e Ludacris.  O funk no Brasil se tornou uma coisa bem diferente do Funk originalmente dito. Fizeram sucesso Mariah Carey, Cristina Agiulera, Britney Spears, Usher e Jennifer Loppez. A popularidade do rock caiu nas presenças em paradas de sucesso, mas se manteve popular. Evanescence, Green Day, Blink 182, The Strokes, Placebo, Coldplay, Sum 41, Arctic Monkeys, Paramore, Simple Plan, Panic! At The Disco, Foo Fighters, Good Charlotte e Linkin Park fizeram sucesso. No pop, Britney Spears, Kelly Clarkson, Avril Lavigne, Pink, Rihanna, Beyonce e Lady Gaga marcaram. (veja mais aqui) No Brasil, Ivete Sangalo, Sandy & Júnior, NxZero Marisa Monte, Raimundos, Skank, Zezé Di Camargo & Luciano estiveram no topo. Veja 50 Melhores Álbuns Nacionais. […]

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