Groovin’ Jazz: Sarah Elizabeth Charles, Irreversible Entanglements e a potência de Zara McFarlane

Lançamentos da big band de Christian McBride, o álbum ao vivo de Cécile McLorin Salvant, o EP de Kamasi Washington e mais

Se continuássemos na mesma lógica de quando começamos esta seção, no início de 2016, separando esta coluna unicamente por meses, poderia dizer que estamos atrasados. Atrasadíssimos.

Afinal, este Groovin’ Jazz seria equivalente aos lançamentos de setembro. Mas, como não nos prendemos dessa maneira, tem lançamentos de outubro, sim. E são dois discos especiais: um é de um projeto que mistura instrumentos tradicionais japoneses à linguagem jazzística; e outro, uma baita expressão emocional de Sarah Elizabeth Charles, protegida de Christian Scott, professora, um talento… indescritível (embora valha a pena conferir as nossas relações estéticas na descrição de Free of Form).

Caso esteja com muita pressa, vamos mandar logo a real: além de Sarah e Hizuru, que mencionamos acima, não deixe de conhecer o incrível projeto Irreversible Entanglements e a complexidade técnico-emocional de Arise, de Zara McFarlane.

Fora isso, pegamos alguns discos de nomes já consagrados na atualidade, como a cantora Cécile McLorin Salvant, o exímio baixista Christian McBride (que voltou com seu projeto de big band, para nosso deleite sonoro) e, claro, o novo EP de Kamasi Washington.

Confira a nossa playlist atualizada do Groovin’ Jazz, só com lançamentos de 2017 (incluindo os que mencionamos nesta coluna) e confira os detalhes dos 10 lançamentos a seguir:

Dreams and Daggers

Cécile McLorin Salvant

Gravadora: Mack Avenue
Data de Lançamento: 29 de setembro de 2017

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Discos na lendária casa de shows Village Vanguard são legendários não apenas por colocar os jazzistas à prova, mas por fazê-los quebrar os próprios paradigmas. Com um Grammy na bagagem, a jovem cantora Cécile McLorin Salvant, de apenas 28 anos, tinha ainda uma pecha deixada por alguns críticos: a comparação com Betty Carter. Pois bem, o álbum duplo Dreams and Daggers rompe de vez com isso aí. Ela criou um stortytelling próprio que faz ressurgir um debate que já deveria ter sido posto: se a música é reflexo da contemporaneidade, como o jazz vocal reage a isso? Pela ótica de Cécile, ainda há muito avançar na representatividade da mulher na sociedade e as muitas barreiras que ela enfrenta: a ditadura da beleza (“If a Girl Isn’t Pretty”), a imposição de que ela deve ter um homem a seu lado (“Never Will I Marry”) ou mesmo quando se entrega a algo de que gosta, sem se importar com o tempo (“I Didn’t Know What Time It Was”), num delicioso exercício de crueza com o contrabaixo vibrante de Paul Sikivie e o piano econômico de Aaron Diehl. A interpretação que ela faz de “My Man’s Gone Now”, de George Gershwin, é tocante, mas não pense que o disco tem apenas a intenção de tocar o âmago do ouvinte. “Let’s Face the Music and Dance” e “Runnin’ Wild” mostram um call-and-response dominador de Cécile. Ela sabe como controlar emoção, técnica e, inclusive, como fazer você mexer o esqueleto. Como bem disse o jazzista Wynton Marsalis: “você só tem uma cantora dessas em uma geração ou duas”.


Bringin’ It

Christian McBride

Gravadora: Mack Avenue
Data de Lançamento: 22 de setembro de 2017

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O baixista Christian McBride tornou-se um dos principais nomes do post-bop por conseguir, de maneira intraduzível, fazer a ponte entre o clássico e moderno com suas ancoragens sonoras. Mesmo já reconhecido como importante bandleader, este jazzista da Filadélfia (EUA) não cobra protagonismo em seu trabalho com big band (é o segundo disco com a ensemble, que sucede o premiado The Good Feelin’, de 2011). Na verdade, esse protagonismo não é assumido por ninguém, mesmo quando o sax-sopranista Steve Wilson faz linda passagem em “Youthful Bliss” ou quando o pianista Xavier Davis alterna entre glissandos e stride na primeira parte de “Thermo” (de Freddie Hubbard), que se transforma numa bela peça que parece modular emoções como orgulho e vitória. Em “Upside Down”, a flauta percorre um caminho meio Pixinguinha, enquanto a presença da vocalista Melissa Walker interliga essa influência aos standards jazzísticos da era de Fred Astaire (a lembrança é de um cantor masculino porque a voz de Melissa é mais grave). Bringin’ It, por fim, não é um disco moderno. Mas também não é uma peça presa ao passado, embora retome técnicas que lembram explosões de metais, típicos das big bands pós II guerra (como as de Stan Kenton), ou perpassem por trechos típicos de grupos compactos de hard-bop, clara influência de McBride. É na atemporalidade que reside o frescor do disco. Erigidas com um primor de técnica e execução, eis um trabalho para agradar fãs do clássico, feito por instrumentistas modernos.


Hizuru

Hizuru

Gravadora: Musilogue
Data de Lançamento: 25 de outubro de 2017

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Um disco de jazz com instrumentos tradicionalmente japoneses: um deles é o koto, que parece uma cítara com uma mesa própria, tocado por Asuka; e o outro é o shakuhachi, uma flauta tradicional de templos budistas do Japão, tocado por Shiori Tanabe; e tem o shamisen, que parece um baixo de três cordas, assumido por Shunsuke Kimura. Junto a sax (Takeshi Kurihara), piano, teclado (ambos de Ryota Nozaki), guitarra (Arata Inoue), baixo (Toru Nishijima) e bateria (Takeshi Hatae) tem-se um jazz-ambient, tão calmo quanto imaginamos ser passear e contemplar terras milenares. A faixa-título, nesse sentido, é um acalanto, porque deixa o ouvinte em sintonia consigo próprio, com o belo delinear de cordas que lhe garante uma função tranquilizadora. “Floating Flowers” tem um ar sublime: o som em ostinato do piano e as longas notas do sax de Takeshi dão ainda mais profundidade à proposta sonora, deixando um sentido de contemplação e, principalmente, contato com a natureza. O mais legal é saber que a ideia do disco surgiu quando Shuya Okino, integrante do Kyoto Jazz Sextet, trabalhou em um arranjo de flores milenar, chamado Ikebana. Ele convidou Asuka e Nozaki para tocar durante a execução da técnica, e surgiu aí a proposta de unir a tradição da cultura japonesa às possibilidades técnicas do jazz. Uma beleza contemplativa, curiosa e, principalmente espiritual. Um disco para aproveitar e se aprofundar na calmaria, ideal para se isolar de uma realidade massiva em todos os sentidos.


Irreversible Entanglements

Irreversible Entanglements

Gravadora: International Anthem
Data de Lançamento: 26 de setembro de 2017

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O Irreversible Entanglements é um quinteto de free-avant-garde liderado pela vocalista Camae Ayewa, do projeto Moor Mother. Ela criou o grupo em 2015, ao lado do sax-altista Keir Neuringer e o baixista Luke Stewart como forma de protestar contra a polícia de Nova York, que assassinou Akai Gurley no Bronx. Não demorou muito para que o trompetista Aquiles Navarro e o baterista Tcheser Holmes complementassem o grupo. Com muitos arqueios sonoros de fundo, Camae soa como uma integrante do Last Poets do século XXI em uma narrativa tão desesperada como revoltosa. No meio-termo entre Linda Sharrock e Matana Roberts, Camae tem a violência intrínseca a um discurso de resistência. Em “Chicago to Texas”, ela faz uma analogia de substituir o racismo velado pelo racismo explícito das cidades do sul dos EUA (no caso, o Texas). “Fireworks” começa tal qual Gil Scott-Heron, até entregar-se a um lamento que lembra as harmlodics de Ornette Coleman. O exaspero dos metais em “Enough” ressoa Art Ensemble of Chicago, enquanto “Projects”, com seus 15 minutos de duração, faz uso do silêncio e traz ecos do gospel até entrar numa catarse sonora. Com potência discursiva e, ao mesmo tempo, sonora, o Irreversible Entanglements destaca-se por sua expressão que alia o pathos espiritual ao pathos social. É o jazz contra o inconformismo, num som incendiário e, ao mesmo tempo, reflexivo.


Harmony of Difference

Kamasi Washington

Gravadora: Young Turks
Data de Lançamento: 29 de setembro de 2017

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Dificilmente Kamasi Washington vá repetir a hercúlea tarefa de ter mais de 30 colaboradores, como registrou com proficiência em The Epic (2015). Isso não significa que ele tenha que fazer concessões a possíveis limitações de grupos compactados. Como mostra em Harmony of Difference, complexo para um EP da mesma forma que é intenso demais para um octeto, Kamasi Washington prova que suas ambições estéticas continuam prevalecendo. (O octeto é complementado pelo pianista Cameron Graves, o baixista Miles Mosley, o tecladista Brandon Coleman, o trompetista Dontae Winslow, o trombonista Ryan Porter, o tecladista Brandon Coleman e o baterista Ronald Bruner Jr.) Em “Truth”, ele faz um chamamento à conexão espiritual. A balada “Knowledge” remonta aos discos da primeira metade dos anos 1960 de John Coltrane, com pitadas de R&B – melhor catalisado na faixa que abre o EP, “Desire”. Após a saída de uma gravadora onde estaria confortável às exportações musicais, a Brainfeeder, do amigo Flying Lotus, Kamasi busca abranger ainda mais a sua obra. Para isso, tenta voltar-se ainda mais à comunicação com ele próprio. Seja com um grande volume de músicos, ou com um octeto, fato é que essa comunicação está cada vez mais afiada.


The Mugician

Keyon Harrold

Gravadora: KeyonBeyond/Mass Appeal/Sony
Data de Lançamento: 29 de setembro de 2017

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Keyon Harrrold pode não ser um nome conhecido para muitos, mas é bem requisitado no meio artístico. Já tocou com Common, Jay-Z, Lauryn Hill, entre outros, e participou da premiada trilha sonora ‘Miles Ahead’, filme de Don Cheadle. Seu estilo no trompete é mais pragmático: ele é mais interessado em intercalar os ritmos e propor um diálogo multilíngue com estilos como reggae (vide a faixa-título, com vozes de Josh David Barrett), soul-funk (em “When Will It Stop?”, com participação de Guy Torry) e hip hop, terreno que conhece bem, vide “Stay This Way”, em que propõe uma abordagem melancólica antes das entradas de Bilal e Big K.R.I.T. Em “Wayfaring Traveller”, o termo viajante aplica-se esteticamente aos passeios pelas expressões da música negra, indo do blues ao gospel – algo que ele também faz com primor em “Her Beauty Through My Eyes”, somando a influência da batida do hip hop. O lamento – e, quando falo em lamento, falo de um tipo de consciência social, a partir da expressão da música negra – tem grande peso em The Mugician. No interlúdio “Broken News”, a voz de Andrea Pizziconi soa como prenúncio radiofônico-apocalíptico devido ao fato de os EUA ter abandonado o Acordo de Paris, excluindo seu compromisso com a sustentabilidade global. Em seguida, o guitarrista Gary Clark Jr. adentra terreno que conhece bem em “Circus Show”: um rhythm’n blues contestador, em que Harrold mantém a naturalidade da canção, com poucas intervenções de suas notas. Com tantos nomes da música pop, The Mugician é um trabalho difícil de ser concebido em turnês. Sua proposta de diálogo, porém, injeta todo o poder emocional da música negra em tempos de obscurescência conservadora no país em que mora (e em muitas partes do mundo também, diga-se).


Trip

Mike Stern

Gravadora: Heads Up International
Data de Lançamento: 8 de setembro de 2017

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O que é um guitarrista versátil para você? Usando Mike Stern como exemplo, é aquele que consegue, ao mesmo tempo, ser virtuoso, trafegar por gêneros, soar expressivo, único e alternar entre boas melodias, riffs flamejantes e solos inesquecíveis. Com a experiência de ter tocado no grupo fusion de Miles Davis e ter participado do importante Blood Sweat and Tears, nos anos 1970 e 80, Stern tinha um grande obstáculo: ele havia quebrado os braços após uma queda em uma apresentação. Trip, entretanto, ignora isso. Mesmo sem um grupo fixo, Stern conseguiu fazer com que seus ritmos extravagantes empolgassem parceiros como o baterista Dennis Chambers e o baixista Victor Wooten, vide a poderosa faixa-título que abre o disco. Em “Blueprint”, o trompetista Randy Brecker sustenta a calmaria, algo que não perdura muito tempo. Culpa de Stern, claro, que brinca com slides em “Screws” como se tivesse em um ensaio pré-show. Ou quando decide apimentar bem as coisas em “Whatchacallit”, uma jam de fusion que lembra os estonteantes shows da Weather Report. Como contraponto, Trip traz algumas baladas, como a old-fashion “I Believe You” e o swing com requinte de clássico “B Train”, que serve de ótima companhia para um bom uísque.


Free of Form

Sarah Elizabeth Charles

Gravadora: Ropeadope/Stretch Music
Data de Lançamento: 6 de outubro de 2017

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Protegida de Christian Scott (que, inclusive, assume o trompete e é co-produtor no disco), a cantora Sarah Elizabeth Charles não só se enquadra na renovação jazzística propagada pelo selo Stretch Music, como o leva a outros patamares. Seu disco de estreia, Free of Form, faz ancoragem entre clássico e moderno sob uma ótica diferente: inclua nesse olhar o tipo de produção típico do século XXI (com toques de Beyoncé, disco de 2013, eu diria), com uma dinamização que pega elementos crus do free-jazz e do R&B em sua estrutura. Com o estilo de Sarah que parece interligar a técnica de Dee Dee Bridgewater ao raciocínio estético de Laurie Anderson, tem-se o resultado de Free of Form, um álbum firme, intenso, catártico. Apesar de ser pouco conhecida, Sarah já tem um disco no currículo (Inner Dialogue, de 2015) e é professora em um programa da renomada casa de shows Carnegie Hall. Dentro de influências tão distintas, o pop também está ali no meio de canções como “Taller” e “I Will Wait”, mas não de maneira óbvia: tem-se um pouco de Jenny Hval, de Joni Mitchell. Na belíssima “Change to Come”, ela fala sobre violência, sobre ‘como a vida está se escapando de mim’, numa terra em que a inocência perdeu todo o sentido. Em entrevista ao NPR, ela explicou: “A canção fala sobre as relações raciais e sobre as coisas que existem por causa da história e da formação desse país [EUA]”. Ela continua detalhando o assunto em “Zombie”, mostrando como essa luta racial tem transformado os envolvidos em reféns, em zumbis do embate. A produção de Free of Form tem um quê de fricção psicológica: percebe-se um ambiente totalmente criado para que o som contextualize a letra, sem que precise de academicismos para entender. Uma vez conectada ao ouvinte, Sarah Elizabeth Charles apresenta o mundo dela ao mesmo tempo que permite que você adentre ao seu mundo. Por isso, Free of Form trata-se mais de diálogo do que qualquer outra coisa. A técnica, mesmo que pareça estar em segundo plano, é efetiva.


The Source

Tony Allen

Gravadora: Blue Note
Data de Lançamento: 8 de setembro de 2017

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Lendário por ser um dos principais artífices sonoros do afro-beat, ao lado de Fela Kuti, o baterista Tony Allen é uma autoridade no assunto. Em seu primeiro disco pela Blue Note, porém, o subgênero africano é um dos muitos passeios estilísticos. Fazendo as vezes de Art Blakey (a quem ele dedicou um álbum inteiro, em maio deste ano), The Source adapta-se à proposta da lendária gravadora de fortalecer a expressão hard-bop. Mesmo assim, o disco não perde em nada de pulsação: a primeira faixa, “Moody Boy”, é erigida sob um clima misterioso, principalmente pelo som do trombone de Daniel Zimmermann. Não demora para que ela se transfigure num som cheio de groove, algo dominado há tempos pelo baterista de 76 anos. “On Fire” mostra a capacidade que Allen tem de quebrar a rigidez do hard-bop, dando um ar estilístico mais aberto ao tema. Em “Woro Dance”, ele sugere uma nova abordagem ao afro-beat, subgênero que tem passado por um extenso revivalismo nessa década (principalmente no Brasil). O som ganha tons de balada e adquire bonita intensidade, mostrando o diálogo das tradições africanas com as norte-americanas. The Source conta também com duas participações notáveis: em “Cool Cats”, Damon Albarn (Blur, Gorillaz) assume o piano numa jam em que o destaque vai para os solos de sax de Rémi Sciuto e Jean-Jacques Elangue. Na última canção, “Life is Beautiful”, o clavinet de Vincent Taurelle dá um ar nostálgico pelo viés do afro-beat.


Arise

Zara McFarlane

Gravadora: Brownswood
Data de Lançamento: 29 de setembro de 2017

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A cantora Zara McFarlane nasceu em Londres, mas carrega uma proximidade com a música afro-caribenha com a mesma intensidade em que entrecruza soul, jazz, funk, afro-beat. “Peace Begins With” é um funk-jazz que parece utópico, mas, pelo tom de voz de Zara, repleto de uma incompreensível sabedoria, soa como uma certeza. As antigas ‘chants’, parte importante da cultura caribenha, atualizam-se na voz de Zara. Em “Freedom Chain”, o som do baixo e do piano com os efeitos wah-wah formam o clima de permanente tensão, como se se recriasse conturbações sociais rotineiras. Os arranjos musicais adentram de forma interessante no canto de Zara: em “Allies or Enemies”, conseguiu-se fazer com que o som acústico desse um complemento de estranheza, de algo fragmentário, ao questionamento posto pela cantora: somos amigos ou inimigos? A confusão da pergunta está exatamente ali, transposta no exercício musical. O baixo cíclico de Neil Charles, em “In Between Worlds”, dá um ar de cotidiano à composição que liga amor à liberdade. O conterrâneo Shabaka Hutchings, que lançou um dos melhores discos de jazz de 2016, colabora tocando clarinete-baixo em “Silhouette”, tema em que Zara deixa levar-se por um afluente melancólico, como se estivesse se conectando às suas longínquas raízes. O melhor de Arise é que não existe uma definição categórica do que se ouve: se é soul, jazz, world-music, não importa. O primor garante que Arise seja lembrado como um dos melhores discos do ano.

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Tiago Ferreira

Editor do Na Mira desde 2010 - que, além de site, também é canal do YouTube e Embaixador Spotify. Já trabalhei como redator de comunicação interna, produtor de conteúdo da B2W (Americanas, Submarino e afins) e repórter de entretenimento, ciência e tecnologia no Vix.com. Também sou colaborador eventual da Revista da Cultura (da Livraria Cultura).


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