Groovin’ Jazz: Dee Byrne, Christian Scott e um disco perdido de Hermeto Pascoal

Os 10 melhores lançamentos de jazz dos últimos meses, incluindo Nai Palm, Courtney Pine e Lisbeth Quartett

Acharam um disco de 1976 de Hermeto Pascoal.

Muitos críticos defendem que esta época representou o auge do ‘bruxo’ alagoano, por ser o momento em que a influência do fusion-jazz bateu de cheio nas muitas profusões e experimentações que ele fez com os ritmos tradicionais brasileiros. Só por isso, Viajando com o Som é uma audição necessária – sem esquecer que Hermeto lançou este ano o também ótimo No Mundo dos Sons.

O outro representante nacional deste Groovin’ Jazz é um desconhecido: basta uma audição para se aproximar da comunicação estabelecida por George Christian, vinculado à Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Recomendamos (mais uma vez) o encerramento da trilogia The Centennial, de Christian Scott, e celebramos o poder das instrumentistas Dee Byrne (foto), Charlotte Greve (líder do Lisbeth Quartett), sem deixar de mencionar a voz mágica da australiana Nai Palm.

Com vocês, os 10 melhores discos de jazz dos últimos meses:

The Emancipation Procrastination

Christian Scott

Gravadora: Ropeadope/Stretch Music
Data de Lançamento: 20 de outubro de 2017

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A ambiciosa proposta do trompetista Christian Scott, que começou com Ruler Rebel e ganhou contornos reflexivos em Diaspora, terminou de forma edificante em The Emancipation Procrastination. Scott deu ao instrumento um poder de expressão que carrega uma intensidade de décadas: junto a efeitos eletrônicos, as longas notas mostram como a interferência do passado possui ecos indissociáveis no presente. Neste álbum, Scott é ainda mais preciso. Em “AvengHer”, ele doma a atenção que capta logo de primeira do ouvinte, com um solo em que o termo ‘emocionante’ soa vago demais para descrevê-lo. O baterista Corey Fonville azeita uma batida cíclica bem próxima do hip hop, para Scott vagar solitariamente por vertentes que cruzam blues e acid-jazz. Essas duas bases são retrabalhadas de forma diferente em “Michele With One L” e “The Cypher”. Pode não parecer, mas a técnica que Scott decidiu explorar na trilogia The Centennial tende a criar um isolamento. Quando isso não acontece, obviamente os holofotes tendem a projetar iluminação mais intensa em seu trompete. Se fosse o trabalho de estreia, toda a trilogia de Centennial faria com que Scott se afastasse dos jazzistas de seu tempo. Mas, como ele já tem experiência com diversos formatos, particularmente The Emancipation Procrastination, talvez a mais individual das três empreitadas mais recentes, prova que Scott tem fôlego até mesmo para um álbum solo de trompete se quisesse, tamanho domínio, expressividade e idoneidade que catalisa com sua música.


Black Notes From the Deep

Courtney Pine

Gravadora: Freestyle
Data de Lançamento: 27 de outubro de 2017

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O saxofonista britânico Courtney Pine não usava o sax-tenor como instrumento principal há mais de uma década. Para seu novo disco, Black Notes From the Deep, ele deixou o sax-soprano de lado e focou numa abordagem mais soul em um tipo de jazz dual: talvez pop demais para ouvidos acostumados às novidades jazzísticas, e jazzista demais aos neófitos. Tecnicamente, porém, este londrino de 53 anos sabe como modular bem o sax-tenor: em “Rivers of Blood”, ele adota notas pausadas, reforçando a característica do mais melancólico da família dos saxofones. “You Know Who You Are”, porém, segue uma trilha mais pacifista que trabalha o aspecto de autocontrole de forma interessante, recorrendo a efeitos de sintetizadores. Pine também é um exímio flautista, e usa-o com autoridade em “A Change is Sure to Come”, alternando entre flauta-alto e flauta-baixo de modo transitório, como se fosse mero observador da mudança que propaga no título. Nesta faixa, vale contemplar os lindos glissandos do piano de Robert Mitchell. Muito do lado pop de Black Notes deve-se à participação do cantor Omar, filho do renomado baterista Byron, que tocou com Bob Marley e Rolling Stones. Em “Rules”, Omar segue uma linha mais soul – contraposta por um solo estonteante de Pine. Já em “Butterfly”, seu canto ganha um ar mais autoritário, que se encaixa bem na estética hard-bop da canção. Com a participação de Charleen Hamiton, o tema original de Herbie Hancock e Bennie Maupin torna-se um espaço eufórico, preenchido por solos, efeitos de winds e sintetizadores que enfatizam o lado multi-instrumentista pouco conhecido de Courtney Pine.


Moment Frozen

Dee Byrne’s Entropi

Gravadora: Whirlwind
Data de Lançamento: 15 de setembro de 2017

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O quinteto britânico liderado pela saxofonista Dee Byrne dosa influências do free-jazz e do fusion com momentos de alta combustão. Moment Frozen é o segundo disco do Entropi e casa melodias flutuantes com solos arrebatadores – principalmente quando o baterista Matt Fischer e a própria Dee entram em ação. “Fish Whisperer” é um free-jazz composto como se fosse parte de uma mini-orquestra. O baterista desempenha uma função pendular, suscitando momentos de serenidade do baixo de Olie Brice e loucura pelo sax de Dee Byrne. A seguinte, “Interloper”, é ainda mais obtusa: a pianista Rebecca Nash forma um tipo de união oportuna com o trompetista Andre Canniere para serem diretamente confrontados pelo sax de Dee, aqui inspirada em Pharoah Sanders. Com o passar do disco, as tensões vão diminuindo: na faixa-título, Nash brilha com um tipo de passagem que lembra McCoy Tyner. Mais uma audição dela prova que o verdadeiro talento está na composição de Dee Byrne, que instiga a técnica dos instrumentistas para fazer com que o paisagístico seja repleto de contornos expressivos. Esses contornos, porém, tendem a ser mais retilíneos: em “In the Cold Light of Day”, a leveza do baixo de Nash deixa a entender que ela quer cativar a atenção do ouvinte. Já em “Leap of Faith”, prevalece um tipo de jazz mais espiritual: o quinteto entra em uma conexão reflexiva, como se encontrasse a harmonia enquanto conjunto no processo de desenvolvimento do disco.


From Sun Ra to Donald Trump

Francesco Cusa Trio & Carlo Atti

Gravadora: Clean Feed
Data de Lançamento: 10 de novembro de 2017

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Parece um tipo de piada forçada ligar o inovador jazzista Sun Ra, um dos pais do afrofuturismo, a um dos maiores demagogos de nossos tempos: o presidente norte-americano Donald Trump. A música do trio do baterista Francesco Cusa, porém, mostra que essas conexões vêm de distintos polos: está tudo na freneticidade, ou na forma apreensiva de momentos distanciados pelo tempo, pela estética, pelos ideais. O saxofonista italiano Carlo Atti compreende a gravidade da situação com a força de sua presença, que parece encontrar um eixo entre as escalas rígidas de Branford Marsalis e uma velocidade mais contida de David S. Ware. Os títulos das composições dão uma leve pincelada política à coisa toda: em “Economic Boom and Stasis in the Capitalistic Illusion”, Atti e a baixista Gabrielle Evangelista criam uma atmosfera de competitivdade, em que o piano de Simone Graziano soa como a classe média e a mais abastada, mas calma, por cima de tudo. “Fiscal Regime in the Life of a New York Taxidriver-Jazzman” é um take mais melancólico, que evoca a solidão, enquanto “Keynes and the Macro-Theory of the Structural Implosion of the Standard” aponta para um caminho mais esperançoso, como se firmasse na teoria econômica de Keynes (que defendia que, para que uma economia cresça, é preciso que o governo invista mais, e não deixar o mercado aberto). De qualquer forma, não é preciso ser politicamente engajado para perceber a beleza e fluidez de From Sun Ra to Donald Trump; afinal, se você escutasse os temas sem se deparar com os títulos, ainda assim saberia se tratar de um tipo de jazz dos nossos tempos, devido às fricções de cordas – uma simbiose creditada a Gabrielle e Simone – e um tipo de elaboração musical mais angular, que foge e engloba, ao mesmo tempo, hard-bop, free-jazz e afrofuturismo. Sun Ra ficaria orgulhoso. Já Trump… Não entenderia.


Cartoons

Fred Pallem & Le Sacre du Tympan

Gravadora: Train Fantôme
Data de Lançamento: 20 de outubro de 2017

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Prestes a completar 20 anos de atividade, a big band francesa Le Sacre du Tympan manteve firme a proposta de trazer o jazz para o âmbito popular, de forma bem-humorada e inventiva. O guitarrista Fred Pallem doma muito bem a transição estilística, mas creio que muitos que já conheciam o trabalho do grupo devem ter estranhado quando anunciaram o disco Cartoons, com uma abordagem diferente de temas de abertura de séries como Homem-Aranha, Bob Esponja, Super Mario Bros e Dragon Ball Z. Dizer que é uma ótima opção para fazer com que as crianças gostem de jazz é repetir o óbvio. O que os ‘tiozões’ e iniciados no jazz têm a extrair de Cartoons é nostalgia e diversão. A Le Sacre du Tympan não perde a leveza e a ludicidade destes temas, levando-os a um patamar mais eletrificado – como é o caso de “Inspecteur Gadget”, por aqui conhecido como Inspetor Bugiganga – ou reforçando sua característica emotiva, como em “Je Voudrais un Bonhomme de Neige”, que se trata da versão francesa de Frozen. Dentro do espectro das big bands, a Le Sacre soa como um coletivo jovial que respeita os preceitos dos clássicos grupos de Duke Ellington e Fletcher Henderson. O que falta em inventividade, porém, sobra em diversão. Por isso mesmo, Cartoons é um disco para reavivar a infância e juventude com o índice de alegria lá no topo.


AntiClimaxTransMorte

George Christian

Gravadora: Mansarda
Data de Lançamento: 11 de outubro de 2017

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Pouco se sabe sobre George Christian. O que se sabe é que ele é um pianista vinculado à Universidade Federal da Bahia (UFBA). O disco AntiClimaxTransMorte, porém, deixa bem claro de que não se trata de um mero pianista. Virtuoso, sim, mas com capacidade de intercalar entre clusters, glissandos e grandes passagens intimidadoras, que lincam Chopin a Thelonious Monk com uma personalidade arrebatadora. Dividido em 5 suites, AntiClimaxTransMorte é repleto de arcos de tensão que se intensificam, mas não se desviam da obscuridade. Na verdade, trata-se de uma obscuridade vívida, mais atrelada à maturidade que atingimos quando processamos conhecimentos de diversas naturezas, do que uma experiência ruim, ou algo do tipo. A peça inteira foi executada na UFBA em 14 de junho deste ano, com influências da música clássica do começo do século, de Cecil Taylor e das fases solo de Keith Jarrett. É uma peça que, em ambientes como teatros municipais e afins, ressoam com uma eficácia exuberante. Apesar de usar bastante o elemento da repetição, Christian sabe como dosá-las a ponto de surpreender o ouvinte múltiplas vezes, alternando as técnicas em favor de uma sonoridade única e, ao mesmo tempo, tocante.


Viajando com o Som (1976 Lost Tapes)

Hermeto Pascoal & Grupo Vice-Versa

Gravadora: Far Out
Data de Lançamento: 3 de novembro de 2017

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Viajando com o Som é considerada uma obra-prima perdida de Hermeto Pascoal. Gravado em 1976, no estúdio de Rogério Duprat, em São Paulo, o disco trazia uma integralidade fusion com a típica energia dos discos de Hermeto dos anos 1970: muitas oscilações de cordas, alguns gritos, solos estarrecedores de piano e baixo. Um dos destaques é o baterista Zé Eduardo Nazário, com quem Hermeto teve uma breve parceria – infelizmente descontinuada, porque Hermeto teve que mudar para o Rio de Janeiro, convencendo os músicos a irem com ele. A sessão de metais era composta por gente de alto calibre: Mauro Senise, Raul Mascarenhas e Nivaldo Ornelas, que criam uma profundidade extremamente jovial, alternando solos, riffs, trejeitos, hibridismos… Em “Casinha Pequenina”, uma jam ostensiva de mais de 20 minutos, o potencial dos músicos é aproveitado ao máximo. Começa com vocais afastados, até que todos os instrumentos surgem no que parece uma mistura de elementos da música latina como um todo: do baião ao cuban-jazz, o ensemble surge como um trem desgovernado em alta velocidade, atropelando todas as melodias que caracterizam os principais ritmos populares brasileiros. Vale lembrar que a banda também era complementada pelo violonista Toninho Horta (do Clube da Esquina) e a vocalista Aleuda Chaves. “Natal (Tema das Flautas)” já mostrava a forma inovadora com que Hermeto queria trabalhar o instrumento – certamente um passo importante antes de gravar a importante “Cannon”, de Slaves Mass (1977), considerada uma obra-prima como tema de flauta. Por ter ajudado a formatar o som de Miles Davis dos anos 1970, talvez Viajando com o Som encontrasse lugar próximo a Water Babies (1974) ou algo do tipo. De qualquer forma, o disco ficou engavetado por 41 anos porque, pouco depois de concluir as gravações, Hermeto viajou para os Estados Unidos e acabou se comprometendo paulatinamente com outros projetos. Veio Slaves Mass, a parceria com Flora Purim em Open Your Eyes, You Can Fly (1976), e o disco acabou engavetado. Sorte que o irmão de Nazário, Lelo (que também tocou piano elétrico no disco), manteve as fitas guardadas por todo esse tempo. Lelo mantém um estúdio em São Paulo e acabou disponibilizando parte do material. Ao saber disso, o estudioso Joe Livingstone, da Far Out, entrou em contato, negociou os trâmites, obteve o aval de Hermeto e cá está entre nós uma das grandes preciosidades do jazz brasileiro dos anos 1970. Sim, Viajando com o Som é de uma magnitude estupenda.


Setembro

Laginha/Argüelles/Norbakken

Gravadora: Edition
Data de Lançamento: 6 de outubro de 2017

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O pianista português Mário Laginha ficou conhecido por tocar com a popular Maria João. Ele é o principal compositor deste projeto que reúne o saxofonista britânico Julian Argüelles, parceiro de Laginha há mais de 20 anos (pela Orquestra Sinfônica de Lisboa), e o percussionista norueguês Helge Andreas Norbakken. As composições de Setembro soam como se a música de Maria Schneider fosse feita para trios. Com técnica que remonta a Carla Bley, Laginha se destaca mais como compositor do que como instrumentista neste disco. Repletas de beleza e singeleza, os temas de Setembro são preenchidos pelas notas certas em seus devidos lugares. Em “Fisicamente”, ele sugere um boogie, brincando de ser Thelonious Monk. No momento solo de “O Primeiro Dia”, Laginha compõe uma profunda paisagem, adornada pela entrada melancólica do sax-tenor de Argüelles. Percebemos a idoneidade técnica do britânico em temas em que suas notas se entrelaçam aos fragmentos repetitivos de Laginha, caso de “Yada Yada”. Quando assume o sax-soprano, em “Mãos na Parede”, Argüelles alterna emoções que vão do encantamento à incontida alegria – sentimento acompanhado por Laginha. Nessa simbiose, Norbakken surge como importante reforço estético, enaltecendo os múltiplos direcionamentos de uma dupla que ainda tem muito a nos oferecer.


There is Only Make

Lisbeth Quartett

Gravadora: Traumtom
Data de Lançamento: 27 de outubro de 2017

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Quando o Lisbeth Quartett começou os trabalhos, em 2009, o grupo liderado pela saxofonista Charlotte Greve se dividia entre Nova York e Berlim. Essa divisão reflete-se até hoje. No 3º álbum, There is Only Make, há uma aposta no formato de composição que valoriza tanto o esquema rígido da música europeia, quanto a característica libertadora do jazz. A bateria de Moritz Baumgärtner, por exemplo, ecoa os ritmos tempestivos de uma América caótica, enquanto o baixo de Marc Muelbauer possui a rara característica de criar uma expressão única no conjunto: de emoldurar um escape das convenções, ao optar por um ritmo que lhe dá uma estranha reclusão. Charlotte, por outro lado, é a grande âncora do disco. Em “Original Source Pt. 1”, percebe-se a influência da música popular pré-século XX, da era em que cantos e ritmos serviam como a música do corriqueiro na era industrial pré-disco. A base estética do grupo é bem larga: é um tipo de jazz que se conecta a movimentos laborais, comportamentais, sentimentais. Em “Bend”, por exemplo, tem-se a ideia de algo futurista, mimetizado por um saxofone monótono. Na bela “We Alter and Repair”, o pianista Manuel Schmiedel cria um ar sacro, instigando uma passagem pra lá de emocionante por parte do sax de Charlotte.


Needle Paw

Nai Palm

Gravadora: Sony
Data de Lançamento:
20 de outubro de 2017

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Preste atenção nas vozes: é um tipo de reprocessamento à capella, com o poder da música soul intercalando com scats. Para um primeiro disco, Needle Paw parece distinto demais para um tipo de catalogação folk-soul-experimental. Fato é que Nai Palm é um projeto de uma cantora que já misturava rock e soul com o Hiatus Kaiyote, da Austrália. Ela também passeou por eletrônica e jazz, mas o que oferece nesta estreia solo é um misto de beleza e intriga. Seria mais ou menos o resultado de um entrecruzamento dos contemporâneos Low Leaf e Richard Dawson, fazendo da voz uma âncora de elevações e sublevações que passeiam pela complexidade dos acordes acústicos. Em “Atari”, Nai parece evocar um ritual mágico codificado pela voz. Mais sentimental, “Haiku” cria uma natureza própria, límpida, com um tratamento que parece simples em sua essência, mas que nos cativa por algum tipo de mistério, como se fosse um processo de encantamento. Acostumada a trabalhar com arranjos grandiosos no passado, Needle Paw deposita na voz de Nai o requinte de grandiosidade. Em “Molasses”, as diferentes formas de respirar dão direções difusas ao tema. Já “Have You Ever Been (To Electric Ladyland)” mostra uma devoção soul de impressionar qualquer fã de música pop. Parece minimalista, mas a real é que Needle Paw destaca-se como um dos muitos exemplos de como a voz não precisa ser intimidadora para ser admirável.

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Tiago Ferreira

Editor do Na Mira desde 2010 – que, além de site, também é canal do YouTube e Embaixador Spotify. Já trabalhei como redator de comunicação interna, produtor de conteúdo da B2W (Americanas, Submarino e afins) e repórter de entretenimento, ciência e tecnologia no Vix.com. Também sou colaborador eventual da Revista da Cultura (da Livraria Cultura).


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