Crítica: Ragan Whiteside | Treblemaker

3º disco da flautista de Atlanta é positivo – embora viciado

Gravadora: Randis Music
Data de Lançamento: 12 de maio de 2017
Avaliação: 6/10

Quem costumava ouvir discos de jazz no final dos anos 1970 e começo dos 80 deve ter reparado que o compasso da bateria se tornou meio viciado.

Talvez para acompanhar o sucesso do R&B, o chamado chá-com-pão fez com que o entrosamento dos músicos se tornassem secundários, e é essa a impressão que se tem ao ouvir Treblemaker.

Porém, isso não torna o 3º disco de Ragan Whiteside ruim.

A flautista de Atlanta (Georgia, EUA) tem um pé fincado no nu-jazz e extrai um swing envolvente. Em “The Sun Came Up”, ela nos força a lembrar de momentos agradáveis de nossas vidas, enquanto puxa o ouvinte para um momento de dança descontraído no groove de “Flute Funk”, com o compasso envolvente de Frank McComb, que lembra um som do Azymuth.

Em “I Never Told You”, Ragan mostra sua habilidade como cantora, numa versão branda de Mary J. Blidge.

Treblemaker é um disco suave, para um momento íntimo no quarto para o despojo de emoções. Em outros tempos, seria uma joia do jazz mainstream.

Regular6
Tracklist:

01 Intro
02 Corey's Bop
03 Early Arrival (feat. Kim Waters)
04 By the Moonlight
05 The Sun Came Up
06 Let's Do This (feat. Tom Browne)
07 I Never Told You
08 Flute Funk (feat. Frank MC Comb)
09 Love Song (feat. Marion Meadows)
10 Mystic Vibration
11 See You at the Get Down (feat. Bob Baldwin & the Pr Experience)

Melhores Faixas:“The Sun Came Up”, "Flute Funk".
6
Artistas Ragan Whiteside

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Tiago Ferreira

Editor do Na Mira desde 2010. Já trabalhei como redator de comunicação interna, produtor de conteúdo da B2W (Americanas, Submarino e afins) e atualmente sou repórter de notícias, ciência e tecnologia no Vix.com. Também sou colaborador eventual da Revista da Cultura (da Livraria Cultura).

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